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Q1088778 Medicina
Recém-nascido, com 15 horas de vida, cuja mãe realizou pré-natal sem intercorrência, apresenta um teste de VDRL do cordão umbilical positivo, com resultado 1:4. A mãe não apresenta reação no VDRL, em nenhum momento na gestação, e o exame do pós-parto está em andamento.
Neste caso, responda a alternativa CORRETA:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o diagnóstico de sífilis congênita em recém-nascidos, especialmente quanto ao uso e à interpretação do teste VDRL em diferentes amostras biológicas.

Justificativa para a alternativa correta (A):
O sangue do cordão umbilical não deve ser utilizado para testes de VDRL, pois pode apresentar resultados falso-positivos devido à passagem de anticorpos maternos para o feto. Segundo o Ministério da Saúde: “A coleta de VDRL deve ser feita em sangue periférico do recém-nascido” (Sífilis Congênita – MS, seção: avaliação do recém-nascido exposto). Portanto, coletar o VDRL do sangue periférico do RN é fundamental para um diagnóstico adequado, evitando erros que possam comprometer a conduta clínica.

Análise das alternativas incorretas:

B) Apesar do efeito prozona ser possível, não é a principal preocupação na rotina. O texto sugere investigação mesmo com VDRL materno negativo, mas a recomendação adequada é sempre avaliar o recém-nascido a partir do sangue periférico.

C) Um VDRL positivo materno não confirma automaticamente sífilis congênita no RN. É essencial investigar clinicamente e realizar exames complementares no neonato, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde.

D) O resultado do VDRL materno, isoladamente, não dispensa a investigação do RN, especialmente se o cordão tiver resultado positivo ou suspeito. Sempre é necessário investigar o recém-nascido exposto.

E) Não se inicia tratamento sem avaliação específica. A conduta deve seguir o fluxograma do Ministério da Saúde, que prescreve avaliação laboratorial detalhada antes de qualquer decisão terapêutica.

Pegadinhas e estratégias:
A maior armadilha da questão está em saber qual material biológico é adequado para o diagnóstico do recém-nascido. Lembre-se de priorizar o sangue periférico do RN em qualquer investigação de doenças transmissíveis via placenta.

Resumo prático: Sempre que houver suspeita de sífilis congênita, nunca utilize o sangue do cordão para VDRL. Protocolo: sangue periférico do recém-nascido, avaliação clínica e exames complementares conforme diretriz da SBP e Ministério da Saúde.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa A - o sangue do cordão umbilical não deve ser utilizado para a realização do teste de VDRL, pois pode apresentar resultados falso positivos. Isso ocorre porque o sangue do cordão umbilical pode conter anticorpos maternos que foram transferidos para o bebê durante a gestação, o que pode gerar um resultado positivo no teste de VDRL, mesmo que o bebê não esteja infectado com sífilis. Portanto, é essencial que se realize um novo teste no recém-nascido, utilizando uma amostra de sangue retirada do bebê. Caso o resultado continue positivo, é necessário iniciar o tratamento imediatamente.

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