Os sintomas que o paciente apresenta no seu cotidiano o cla...
Paciente com 22 anos de idade, asmático desde a infância, consulta no pronto-socorro com dispneia intensa, taquipneia e tosse não produtiva de aproximadamente uma hora de evolução. O episódio atual começou durante seu treino de futsal à noite. Após quatro inalações de salbutamol, sendo cada uma de 100 mcg, não conseguiu controlar os sintomas da crise atual. Em casa, o paciente faz uso irregular de inaladores. Apresenta sintomas noturnos mais de uma vez por semana e, diariamente, sintomas durante o dia. O exame físico apresentou: 40 respirações por minuto, 116 batimentos cardíacos por minuto, pálido, mucosas cianóticas, utiliza os músculos respiratórios acessórios, sibilâncias generalizadas à ascultação pulmonar e ruídos cardíacos diminuídos.
Com base nesse caso clínico, julgue os seguintes itens.
Os sintomas que o paciente apresenta no seu cotidiano o classificam como um caso de asma leve persistente.
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O tema central da questão é a classificação da gravidade da asma, um conceito fundamental para o manejo adequado de pacientes asmáticos. A asma é classificada com base na frequência dos sintomas diurnos e noturnos, na necessidade de uso de medicação de resgate e na função pulmonar.
No caso apresentado, o paciente de 22 anos de idade, asmático desde a infância, apresenta sintomas noturnos mais de uma vez por semana e sintomas diurnos diariamente. Esses dados são cruciais para determinar a classificação da asma.
De acordo com as diretrizes do Global Initiative for Asthma (GINA) e as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), os critérios de classificação da asma incluem:
- Asma leve intermitente: Sintomas menos de duas vezes por semana, despertares noturnos menos de duas vezes ao mês.
- Asma leve persistente: Sintomas mais de duas vezes por semana, mas não diariamente, e despertares noturnos duas vezes ou mais por mês.
- Asma moderada persistente: Sintomas diários e despertares noturnos mais de uma vez por semana.
- Asma grave persistente: Sintomas contínuos ao longo do dia, com frequentes despertares noturnos.
No cenário apresentado, os sintomas diurnos são diários e há sintomas noturnos mais de uma vez por semana, o que classifica o caso como asma moderada persistente, e não asma leve persistente.
A alternativa que afirma que o paciente tem asma leve persistente está errada (Gabarito: E) porque não considera a frequência dos sintomas relatados, que são mais compatíveis com a classificação de asma moderada persistente. Essa classificação é crucial porque orienta a intensificação do tratamento, que no caso do paciente pode incluir o uso regular de corticosteroides inalatórios e um plano de manejo mais rigoroso.
Dica para provas futuras: Sempre preste atenção na frequência e na intensidade dos sintomas relatados nos casos clínicos, pois são fundamentais para classificações como a gravidade da asma.
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