A esofagite ocorre quando há um desequilíbrio entre os meca...
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Tema central: Esofagite em Pediatria envolve a inflamação do esôfago por desequilíbrio entre agressão gástrica e os mecanismos de defesa mucosa. É um diagnóstico importante em crianças com sintomas como dor retroesternal, vômitos, disfagia ou irritabilidade alimentar.
Justificativa da alternativa correta (A):
A alternativa A está correta. Em pediatria, a biópsia esofágica está indicada em todos os pacientes submetidos à endoscopia por suspeita de esofagite. Isso ocorre porque a inflamação pode estar presente mesmo na ausência de alterações macroscópicas típicas. É especialmente relevante para a suspeita de esofagite eosinofílica, cujo diagnóstico é eminentemente histológico.
Segundo a Diretriz ESGE (2016): “A endoscopia digestiva alta é indicada em crianças com suspeita de esofagite eosinofílica, mesmo na ausência de alterações macroscópicas, pois a biópsia pode revelar inflamação eosinofílica significativa.” Também é destacado no Guia Prático da SBP que a biópsia permite o diagnóstico de diferentes subtipos de esofagite e não pode ser dispensada nestes casos.
Crítica das alternativas incorretas:
B) Errada. Hiperplasia de camada basal e dilatação de espaços intercelulares são achados sugestivos mas não são suficientemente sensíveis ou específicos para diagnóstico definitivo de esofagite de refluxo. Decisão diagnóstica deve ser multifatorial, baseada em clínica, histologia e resposta terapêutica.
C) Errada. Esôfago de Barrett é raríssimo em menores de 2 anos e sua definição envolve metaplasia intestinal e não gástrica. A prevalência em pediatria é baixa e está mais relacionada a adolescentes com refluxo crônico.
D) Errada. Esofagite eosinofílica não é consequência primária da DRGE; trata-se de doença imunomediada, relacionada principalmente à reação a antígenos alimentares, conforme reforçado nas diretrizes da SBP e literatura recente (UpToDate, 2023).
E) Errada. A melhor resposta terapêutica para a esofagite eosinofílica é com corticosteroides tópicos ou dietas de exclusão; IBP pode ser útil em alguns casos, mas antagonistas H2 têm menor eficácia, e nenhuma das abordagens supera os esteroides ou dieta.
Resumo Estratégico:
A leitura atenta das alternativas é fundamental; a alternativa correta destaca-se pelo alinhamento às principais diretrizes nacionais e internacionais. Em suspeita de esofagite — especialmente eosinofílica — deve-se biópsiar, mesmo havendo mucosa sem sinais endoscópicos. Fique atento a termos como “necessariamente” ou “suficientemente” que, sem respaldo científico, costumam indicar pegadinhas.
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