A letra "h", correta em "hoje" não existe em:

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Q3414698 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mudança climática na linguagem de sinais


ACESSIBILIDADE. Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, acrescentaram 200 novos sinais relativos à mudança climática e ao meio ambiente à Linguagem de Sinais Britânica (BSL), como "gases do efeito estufa" e "pegada de carbono". Os novos termos fazem parte de um projeto maior para criar um glossário em BSL para temas acadêmicos, como matemática e ciência. Hoje, o glossário tem quase 3 mil termos, em sua maioria novos.


Antes que esses sinais fossem publicados no glossário (disponível gratuitamente na internet) em meados de 2023, os usuários da BSL tinham de soletrá-los. Audrey Cameron, coordenadora do projeto, disse à BBC que a meta é capacitar os deficientes auditivos a participar plenamente das conversas sobre a mudança climática. E, como a BSL é uma linguagem visual, os sinais também dão aos comunicadores uma compreensão mais profunda dos conceitos transmitidos, algo utilíssimo em crianças.


(03.2024.Seleções.)
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Alternativas

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Gabarito comentado – Ortografia (emprego da letra “h”)

Tema e estratégia: A questão avalia ortografia, especificamente o emprego da letra “h” em início de palavra. Para resolver, lembre-se: em português, o “h” inicial é mudo e seu uso é, em geral, etimológico (herdado do latim/greco) ou aparece em dígrafos (ch, lh, nh). Quando houver dúvida, confirme no VOLP (ABL) e observe a família de palavras.

Regra normativa essencial: De acordo com a Gramática Normativa (cf. Bechara) e o VOLP/ABL, a letra h em português:

– é muda em posição inicial (ex.: hoje, homem, hora);
– integra os dígrafos ch, lh, nh (ex.: chave, milho, ninho);
– aparece por etimologia em diversos vocábulos cultos (ex.: história, horrível, hífen).
– não se usa “h” apenas por pronúncia, pois ele não representa som próprio no início de palavra.

Alternativa correta: A

Por quê? A forma correta do vocábulo é isqueiro (sem “h”). O “h” não pertence à grafia dessa palavra; trata-se de derivado de isca + sufixo –eiro, o que reforça a ausência de “h”. O VOLP/ABL registra isqueiro, confirmando a grafia sem “h”.

Dica prática: quando a palavra começa por vogal e você suspeita de “h”, tente associá-la à família: isca → isqueiro (sem “h”). Se não houver relação com vocábulo consagrado com “h”, desconfie da presença dessa letra.

Por que as demais estão incorretas?

B) “história” – grafia correta com “h” inicial por etimologia (do lat. historia). Confirmada no VOLP. O “h” inicial é mudo, mas obrigatório na escrita.

C) “horrível” – grafia correta com “h”, igualmente etimológica (lat. horribilis). Registro no VOLP. Note ainda a família: horror, horrendo, todos com “h”.

D) “hífen” – grafia correta com “h” inicial e acento agudo no “i” (padrão do AO 1990 e do VOLP). Palavra de origem grega (hyphén), com “h” mantido por tradição etimológica. Plural: hífens.

Pegadinhas recorrentes e como evitá-las:

– O “h” não muda a pronúncia inicial; por isso, formas erradas como “hisqueiro” soam iguais às corretas, o que confunde. Conferir no VOLP é a melhor estratégia.

– Verifique a família lexical: se os derivados “puxam” o “h” (ex.: histórico, historiador), é forte indício de que a base tem “h”. Se a base não tem (ex.: isca), o derivado também não tem (ex.: isqueiro).

– Lembre dos dígrafos: se houvesse ch, lh ou nh, o “h” seria parte do dígrafo; fora disso, o “h” inicial costuma ser etimológico, não fonético.

Referências normativas: Gramática de Evanildo Bechara (Gramática Normativa da Língua Portuguesa) e VOLP (Academia Brasileira de Letras, versão on-line), que registram: isqueiro (sem “h”), história, horrível, hífen.

Resposta final: Alternativa A – “isqueiro” (sem “h”).

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