Seu Rubens, paciente obeso, hipertenso, diabético, em uso de...
No caso em questão, assinale a alternativa CORRETA de quando se deve retirar o AAS e o Clopidogrel:
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Comentário da Questão – Residência Médica: Manejo de antiplaquetários em plaquetopenia
Tema central: A questão aborda a conduta diante do uso de antiplaquetários (AAS e clopidogrel) em pacientes com risco aumentado de plaquetopenia e possível sangramento, especialmente no contexto de síndromes febris como a dengue.
Justificativa – Alternativa Correta (E):
Deve-se suspender AAS e clopidogrel se o paciente apresentar plaquetopenia significativa, com contagem de plaquetas abaixo de 30 x 109/L. Nesse cenário, o risco de sangramento espontâneo é elevado, e antiplaquetários potencializam esse risco.
Segundo o Relatório Preliminar do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Trombocitopenia Imune Primária: "níveis de plaquetas persistentemente baixos (abaixo de 30.000/mm³) estão relacionados a um pior prognóstico... observação clínica é suficiente quando >30.000/mm³, mas abaixo disso, o tratamento e suspensão de desencadeantes de sangramento são recomendados."
Raciocínio clínico: Plaquetopenia acentuada (<30.000/mm³) + uso de antiplaquetário = risco grave de hemorragia.
Análise das alternativas incorretas:
- A) "Diante de qualquer suspeita de dengue."
Errado: Não se suspende antiplaquetários com base apenas em suspeita clínica sem laboratorial de plaquetopenia ou sangramento. - B) "Diante de uma suspeita de dengue hemorrágica."
Equivocado: É preciso confirmação laboratorial (plaquetopenia acentuada e sinais de sangramento), não basta mera suspeita. - C) "Plaquetas entre 50 x 109/L e 100 x 109/L".
Inadequado: Essas faixas não configuram risco elevado de hemorragia espontânea, podendo manter vigilância clínica e manter os antiplaquetários. - D) "Plaquetas entre 30 x 109/L a 50 x 109/L".
Parcialmente correto, porém precoce: Somente abaixo de 30.000/mm³ exige, de fato, a suspensão imediata segundo as diretrizes.
Estratégia de prova: Atenção aos valores de corte (30.000/mm³) estabelecidos em protocolos. Termos como “qualquer suspeita” são pegadinhas frequentes – em medicina, decisões dependem mais de critérios objetivos e laboratoriais.
Resumo prático:
Em paciente com stent recente, prioriza-se o antiplaquetário até que o risco de sangramento supere o risco trombótico — isso ocorre apenas quando as plaquetas caem < 30.000/mm³.
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Comentários
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vejo a questao com mais de uma certiva, em caso de suspeita de dengue o AINS devem ser descartado pois, podem provocar uma interacao medicamento/doenca potencializando o risco hemorragico..
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