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Q1088746 Medicina
Seu Rubens, paciente obeso, hipertenso, diabético, em uso de Losartan, Hidroclorotiazida, Anlodipina, AAS, Clopidogrel, Glimepirida e Metformina, após cerca de 20 dias da alta hospitalar para implantação de stent convencional, iniciou quadro de cefaleia, mialgia e febre de 38º C. Procura atendimento médico por temer ser algo do procedimento realizado recentemente. Uma conduta importante do médico que o assistiu consiste na atenção às medicações que ele usa e o risco de sangramento.
No caso em questão, assinale a alternativa CORRETA de quando se deve retirar o AAS e o Clopidogrel:
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Comentário da Questão – Residência Médica: Manejo de antiplaquetários em plaquetopenia

Tema central: A questão aborda a conduta diante do uso de antiplaquetários (AAS e clopidogrel) em pacientes com risco aumentado de plaquetopenia e possível sangramento, especialmente no contexto de síndromes febris como a dengue.

Justificativa – Alternativa Correta (E):

Deve-se suspender AAS e clopidogrel se o paciente apresentar plaquetopenia significativa, com contagem de plaquetas abaixo de 30 x 109/L. Nesse cenário, o risco de sangramento espontâneo é elevado, e antiplaquetários potencializam esse risco.

Segundo o Relatório Preliminar do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Trombocitopenia Imune Primária: "níveis de plaquetas persistentemente baixos (abaixo de 30.000/mm³) estão relacionados a um pior prognóstico... observação clínica é suficiente quando >30.000/mm³, mas abaixo disso, o tratamento e suspensão de desencadeantes de sangramento são recomendados."

Raciocínio clínico: Plaquetopenia acentuada (<30.000/mm³) + uso de antiplaquetário = risco grave de hemorragia.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) "Diante de qualquer suspeita de dengue."
    Errado: Não se suspende antiplaquetários com base apenas em suspeita clínica sem laboratorial de plaquetopenia ou sangramento.
  • B) "Diante de uma suspeita de dengue hemorrágica."
    Equivocado: É preciso confirmação laboratorial (plaquetopenia acentuada e sinais de sangramento), não basta mera suspeita.
  • C) "Plaquetas entre 50 x 109/L e 100 x 109/L".
    Inadequado: Essas faixas não configuram risco elevado de hemorragia espontânea, podendo manter vigilância clínica e manter os antiplaquetários.
  • D) "Plaquetas entre 30 x 109/L a 50 x 109/L".
    Parcialmente correto, porém precoce: Somente abaixo de 30.000/mm³ exige, de fato, a suspensão imediata segundo as diretrizes.

Estratégia de prova: Atenção aos valores de corte (30.000/mm³) estabelecidos em protocolos. Termos como “qualquer suspeita” são pegadinhas frequentes – em medicina, decisões dependem mais de critérios objetivos e laboratoriais.

Resumo prático:
Em paciente com stent recente, prioriza-se o antiplaquetário até que o risco de sangramento supere o risco trombótico — isso ocorre apenas quando as plaquetas caem < 30.000/mm³.

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Comentários

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vejo a questao com mais de uma certiva, em caso de suspeita de dengue o AINS devem ser descartado pois, podem provocar uma interacao medicamento/doenca potencializando o risco hemorragico..

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