A prematuridade é um grave problema de saúde pública. Apesa...
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Tema central: A questão aborda indicações de parto prematuro terapêutico na prematuridade, enfatizando situações em que a continuidade da gestação representa risco materno-fetal, exigindo condutas baseadas em evidências e diretrizes.
Justificativa da alternativa correta (D):
Feto no percentil de peso 1, associado a Doppler patológico de artéria cerebral média, umbilical e ducto venoso, caracteriza situação de restrição de crescimento intrauterino (RCIU) grave secundária à insuficiência placentária. Segundo o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde: “Quando há sinais de comprometimento hemodinâmico no Doppler, como IP da artéria umbilical > p95, IP da cerebral média < p5, ou alterações no ducto venoso, recomenda-se antecipação do parto mesmo se prematuro para reduzir o risco de óbito fetal ou sequelas."
Essa decisão busca minimizar morbidades, visto que a permanência intraútero se tornou mais arriscada que o nascimento precoce!
Análise das alternativas incorretas:
A) Vaginose bacteriana com contrações: apesar de estar associada à prematuridade espontânea, não é critério para parto terapêutico. O tratamento é clínico e gestação deve ser mantida sempre que possível.
B) Streptococos Beta Hemolítico: infecção materna pelo SGB exige antibioticoterapia intraparto para prevenção neonatal, mas não indica interrupção da gestação.
C) Sinais ultrassonográficos de infecção fetal por toxoplasmose: o manejo inicial é tratamento intraútero, apenas casos graves com risco iminente justificam antecipação. Indicação de parto depende do quadro clínico.
E) Diabetes gestacional e feto grande para a idade: gestação pode ser mantida, com avaliação para parto após 37 semanas, exceto se houver complicação adicional (excesso de líquido, sofrimento fetal).
Destaques e pegadinhas:
- As alternativas exploram causas comuns de prematuridade, mas apenas a RCIU com Doppler alterado representa indicação clara de parto terapêutico prematuro.
- Não basta o diagnóstico isolado (exemplo: infecção ou diabetes) — a indicação depende da gravidade clínica.
Referência: Manual de Gestação de Alto Risco, Ministério da Saúde, 2022. UpToDate: Fetal growth restriction: Pregnancy management and outcome.
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