Na área educacional, estima-se "que cerca de quase dois bil...

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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os preocupantes efeitos de longo prazo da pandemia que agora estão sendo observados nas crianças


A professora de pré-escola Rebekah Underwood percebe diferenças claras na turma de 2025 em comparação às crianças que ensinava antes da pandemia de covid-19. Alunos de cinco e seis anos demonstram maior cautela física, com dificuldades para pular, dar cambalhotas ou escalar. Esse comportamento chama a atenção por contrastar com gerações anteriores e levanta a hipótese de que a restrição à exploração ao ar livre, vivida quando eram bebês, tenha influenciado seu desenvolvimento motor e a confiança corporal.

Em março de 2020, o fechamento das escolas em todo o mundo alterou profundamente a rotina de mais de dois bilhões de crianças e jovens. O confinamento prolongado, o ensino remoto e a substituição da convivência presencial por interações mediadas por telas romperam o ritmo cotidiano da infância. Experiências importantes — esportes, brincadeiras coletivas e eventos escolares — foram interrompidas, e muitos alunos passaram meses ou até mais de um ano sem contato presencial com colegas.

Pesquisadores observam que essas interrupções deixaram marcas no comportamento, na saúde mental, nas habilidades sociais e na aprendizagem. Crianças pequenas passaram a apresentar maior sensibilidade a estímulos sonoros e visuais, além de dificuldades em ambientes barulhentos e caóticos. Em algumas escolas, atividades práticas, como aulas de música, precisaram ser suspensas e depois reintroduzidas gradualmente, devido à sobrecarga sensorial vivida pelos alunos.

Estudos recentes indicam que bebês que passaram os primeiros meses de vida durante os confinamentos apresentam vocabulário mais restrito e dificuldades em habilidades cognitivas mais complexas. A redução das interações sociais e da diversidade de estímulos em espaços públicos é apontada como fator relevante, já que os primeiros anos são decisivos para o desenvolvimento da comunicação e das funções executivas.

Na área educacional, estima-se que cerca de quase dois bilhões de estudantes tenham sido prejudicados. Relatórios internacionais apontam perdas expressivas de aprendizagem, sobretudo em matemática, mais intensas entre alunos de famílias de baixa renda e grupos marginalizados. Essas defasagens mostraram-se persistentes mesmo após a reabertura das escolas e se recuperam de forma desigual, ampliando disparidades educacionais e gerando impactos econômicos de longo prazo.

Além da educação, pesquisas identificaram aumento da obesidade infantil e maior incidência de ansiedade, depressão e problemas comportamentais. Por outro lado, alguns estudos registram melhora na maturidade emocional, possivelmente relacionada à exposição precoce a adversidades e a temas complexos durante a pandemia, o que pode ter acelerado certos aspectos do amadurecimento psicológico.

Especialistas alertam que, sem ações coordenadas entre políticas públicas, famílias e escolas, as consequências negativas se prolongarão ao longo dos anos. Ainda assim, Underwood observa sinais de avanço em sua turma mais recente: as crianças demonstram maior disposição para atividades físicas, retomam brincadeiras com mais confiança e participam melhor das aulas de música, embora o desenvolvimento socioemocional continue a exigir acompanhamento atento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8e4xxd02xlo.adaptado.
Na área educacional, estima-se "que cerca de quase dois bilhões de estudantes tenham sido prejudicados".

De acordo com a sintaxe do período composto por subordinação, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: No trecho "Na área educacional, estima-se que cerca de quase dois bilhões de estudantes tenham sido prejudicados.", a oração introduzida por "que" funciona como sujeito oracional de "estima-se" na leitura sintática adotada pela banca; por isso, a alternativa correta é D, que a classifica como oração subordinada substantiva subjetiva.

Tema central: oração subordinada substantiva subjetiva
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque oração subordinada adjetiva exige antecedente nominal expresso para ser caracterizado ou explicado. No trecho, a oração iniciada por "que" não retoma nem modifica "área educacional"; ela introduz o conteúdo da estimativa. Portanto, não há função adjetiva nem informação acessória ligada a antecedente nominal.
B
Errada
Está errada segundo o critério adotado no gabarito oficial. Embora a oração possa parecer, semanticamente, o conteúdo estimado pelo verbo, a banca tomou a construção "estima-se que..." como caso em que a oração exerce função de sujeito oracional, e não de objeto direto. O ponto decisivo da questão é a função sintática atribuída à oração subordinada, não apenas sua proximidade semântica com o verbo "estimar".
C
Errada
Está errada porque a oração destacada não exprime causa, motivo ou justificativa da estimativa. Ela não responde por que se estima algo; ela enuncia aquilo que se estima. Falta, portanto, valor semântico causal, e a classificação como subordinada adverbial causal não se sustenta.
D
Certa
A alternativa D está correta porque a chave oficial interpreta a construção "estima-se que..." como estrutura em que a oração desenvolvida introduzida por "que" exerce função substantiva de sujeito oracional. Assim, o trecho destacado não caracteriza um nome nem exprime circunstância, mas ocupa a função sintática exigida pela banca.
Pegadinha da questão
A banca explorou a tendência de classificar automaticamente a oração introduzida por "que" pela semântica imediata do verbo "estimar" ou pela simples presença de "que". O critério decisivo era identificar a função sintática da oração na construção "estima-se que...", que a chave oficial tratou como sujeito oracional.
Dica para questões semelhantes
  • Não classifique a oração apenas porque começa por "que"; primeiro verifique se ela retoma um nome, completa um verbo ou ocupa função de sujeito.
  • Em estruturas como "estima-se que...", observe qual função sintática a banca atribui ao conteúdo oracional: nesta questão, a leitura exigida foi a de sujeito oracional.
  • Diferencie conteúdo proposicional de valor circunstancial: dizer o que se estima não é o mesmo que indicar a causa da estimativa.

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gabarito letra d

Verbo: estimar (VTD)

Forma verbal: estima-sevoz passiva sintética, com se apassivador

Não há sujeito expresso na oração principal.

Nessa construção, a oração introduzida por que exerce a função de sujeito do verbo na voz passiva.

Se reescrevermos na voz passiva analítica, fica claro:

Logo, o segmento destacado é oração subordinada substantiva subjetiva.

Pega o resumo:

USO DO QUE:

Que conjunção integrante - Trocar por ISSO

Que Pronome relativo - Trocar pelo o qual, a qual, os quais, às quais.

QUE quando conjunção integrante não aceita virgula antes dele, incorrendo em erro gramatical a sua inclusão,

Por outro lado, o QUE quando pronome relativo aceita a virgula. Podendo deixar de ser restritiva (sem virgulas) para explicativa (com virgulas).

oração subordinada substantiva subjetiva exerce a função de sujeito na oração principal, indicando quem realiza a ação. Exemplo: "É importante que todos participem." (a oração "que todos participem" é o sujeito).

Já a oração subordinada objetiva direta funciona como objeto direto do verbo da oração principal, sem preposição. Exemplo: "Eu sei que você gosta de música." (a oração "que você gosta de música" é o objeto direto do verbo "sei").

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