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Q4152465 Medicina

Leia o caso clínico a seguir.



Paciente do sexo masculino, de 83 anos, sem comorbidades conhecidas, apresentou queda de própria altura há cerca de uma hora. Na sala de emergência, foi percebida perda súbita de força em membros superior e inferior direitos, dificuldade de articular palavras, ritmo cardíaco irregular, glicemia capilar 98 mg/dL, pressão arterial 168x105 mmHg. O paciente alegava não ter problema algum e não entendia o porquê de estar no hospital. Tomografia de crânio não contrastada foi normal.



A conduta que deve ser tomada agudamente neste caso, e que está relacionada a maiores taxas de sobrevida e de melhor desempenho funcional após o evento neurológico agudo, é a seguinte: 

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Déficit neurológico focal súbito com cerca de 1 hora de evolução, TC sem hemorragia e glicemia normal configuram AVC isquêmico agudo elegível para reperfusão; nesse contexto, a conduta indicada é trombólise endovenosa com alteplase.

Tema central: AVC isquêmico agudo
Análise das alternativas
A
Errada
Antiagregação plaquetária não é a conduta aguda preferencial quando o paciente é potencial candidato à trombólise intravenosa dentro da janela terapêutica e com TC sem hemorragia. O critério médico aqui é prioridade de reperfusão: no AVC isquêmico hiperagudo elegível, alteplase IV é a medida com melhor evidência de ganho funcional, enquanto antiagregação fica para situações em que não há trombólise ou após o momento apropriado.
B
Errada
Trombólise intra-arterial com estreptoquinase está errada porque estreptoquinase não é o fibrinolítico indicado nesse contexto e tem perfil inadequado de segurança/benefício no AVC agudo. A terapia clássica cobrada para esse cenário é trombólise endovenosa com alteplase. A alternativa explora confusão entre estratégia reperfusional e uso de agente trombolítico inadequado ou obsoleto.
C
Errada
Anticoagulação plena imediata no AVC isquêmico agudo não melhora desfecho funcional agudo e aumenta risco de hemorragia intracraniana, inclusive transformação hemorrágica. O ritmo irregular sugere possível fonte cardioembólica, mas isso não autoriza heparinização plena na fase hiperaguda. O dado etiológico não substitui o critério de conduta aguda, que aqui é reperfusão com alteplase se elegível.
D
Certa
Correta. O caso reúne déficit neurológico focal súbito, início há cerca de 1 hora, TC sem hemorragia, glicemia normal e PA compatível com trombólise intravenosa. Assim, a alteplase é a conduta aguda com melhor evidência de benefício funcional, desde que não haja contraindicações adicionais não informadas.
Pegadinha da questão
A banca explora principalmente a falsa exclusão de AVC isquêmico por tomografia inicial normal; no quadro hiperagudo, TC sem sangramento favorece a decisão de trombólise, não o descarte do diagnóstico.
Dica para questões semelhantes
  • Em déficit neurológico focal súbito incapacitante, com início recente e TC sem hemorragia, pense primeiro em elegibilidade para reperfusão intravenosa.
  • Tomografia normal nas primeiras horas não exclui AVC isquêmico; o papel decisivo inicial é afastar sangramento.
  • Ritmo irregular pode sugerir cardioembolia, mas não indica anticoagulação plena imediata no cenário hiperagudo.
  • Antes de descartar trombólise, confira os dados que mudam a decisão no enunciado: tempo de início, hemorragia na TC, glicemia e pressão arterial.

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