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Q4152463 Medicina

Leia o caso clínico a seguir.



Paciente do sexo feminino, de 25 anos, queixa-se de cefaleia de moderada intensidade, pulsátil, de predomínio bitemporal. Quadro iniciado com sintomas visual sugestivos de escotomas cintilantes e cervicalgia intensa, após prática de crossfit. Comparece ao pronto atendimento com piora de sintomas, sem conseguir se manter de pé, chorosa e ansiosa.



O provável diagnóstico e a melhor conduta para este caso são, respectivamente: 

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A combinação de cefaleia nova com cervicalgia intensa após esforço físico em paciente jovem é red flag de cefaleia secundária por dissecção arterial cervical; por isso, entre as alternativas, a conduta correta é investigar com angiotomografia de crânio e vasos cervicais.

Tema central: Dissecção arterial cervical
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque escotomas cintilantes e dor pulsátil sugerem migrânea com aura, mas não autorizam esse diagnóstico quando há sinais de alerta estruturais: cervicalgia intensa, início após esforço físico e piora funcional importante. O erro médico é tratar sintomaticamente como cefaleia primária sem excluir dissecção arterial cervical, hipótese mais relevante nesse contexto.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o quadro não deve ser fechado como cefaleia primária diante da combinação de cefaleia nova, dor cervical intensa e gatilho mecânico pelo crossfit, achados compatíveis com dissecção arterial cervical. Os sintomas visuais e o caráter pulsátil podem lembrar migrânea, mas não afastam causa vascular. Entre as opções dadas, a melhor conduta inicial é estudo vascular por angiotomografia de crânio/cervical para avaliar os vasos cervicais e eventuais complicações intracranianas.
C
Errada
Errada porque cefaleia tensional costuma ter padrão em pressão/aperto e não explica adequadamente aura visual, caráter pulsátil e o contexto de cefaleia nova com cervicalgia intensa pós-esforço. Além disso, interpretar o quadro como contratura muscular ignora a necessidade de investigação de causa vascular potencialmente grave.
D
Errada
Errada porque choro e ansiedade podem ser reação ao quadro doloroso e à piora clínica, não explicação diagnóstica suficiente. Atribuir o caso a distúrbio neurovegetativo e apenas observar posterga a investigação de uma cefaleia secundária com suspeita de dissecção arterial, o que é tecnicamente inadequado diante das red flags descritas.
Pegadinha da questão
A banca misturou fenótipo de migrânea com aura e sinais emocionais para induzir diagnóstico de cefaleia primária ou funcional, mas o dado decisivo era a cervicalgia intensa após esforço com piora importante, que desloca o raciocínio para dissecção arterial.
Dica para questões semelhantes
  • Em paciente jovem, cefaleia nova associada a dor cervical intensa após esforço ou trauma menor deve ser tratada como possível dissecção arterial até exclusão por imagem vascular.
  • Aura visual e dor pulsátil não fecham migrânea quando coexistem red flags de cefaleia secundária.
  • Ausência de déficit focal explícito não exclui dissecção arterial cervical.
  • Se a alternativa oferecer estudo vascular e o quadro tiver gatilho mecânico cervical com piora clínica, essa opção ganha força sobre tratamento apenas sintomático.

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