Na supervisão da administração de medicamentos em uma enfer...

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Q3193656 Enfermagem
Na supervisão da administração de medicamentos em uma enfermaria, o enfermeiro identifica que uma ampola de cloreto de potássio foi diluída diretamente em uma bolsa de soro fisiológico de 500 mL, sem controle rigoroso da taxa de infusão.

Marque a alternativa que descreve a melhor conduta do enfermeiro nesse caso:
Alternativas

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Alternativa correta: B - Substituir a solução por uma nova, utilizando bomba de infusão com controle preciso.

A questão aborda um aspecto crucial da administração de medicamentos em um ambiente hospitalar, que é a segurança na infusão de soluções intravenosas. É importante que o enfermeiro siga protocolos rigorosos ao administrar medicamentos, especialmente quando lidamos com substâncias como o cloreto de potássio, que pode ter efeitos graves se não for administrado corretamente.

1. Tema Central: A segurança na administração de medicamentos intravenosos, garantindo que a taxa de infusão seja controlada adequadamente para evitar riscos ao paciente.

2. Resumo Teórico: O cloreto de potássio é frequentemente utilizado para corrigir desequilíbrios eletrolíticos, mas deve ser administrado com cautela. Segundo as diretrizes, ele deve ser diluído em um volume adequado de solução e infundido lentamente, utilizando bomba de infusão para garantir controle preciso da administração. A ANVISA e outros órgãos reguladores fornecem diretrizes claras sobre isso para evitar complicações como arritmias cardíacas.

3. Justificativa da Alternativa Correta: A opção B é correta porque enfatiza a necessidade de precisão e segurança na administração, usando uma bomba de infusão que permite um controle rigoroso da taxa de infusão, minimizando riscos.

4. Análise das Alternativas Incorretas:

A - Permitir a infusão sob monitoramento contínuo dos sinais vitais. Esta alternativa não é suficiente, pois monitorar sinais vitais não substitui o controle preciso da infusão. A taxa de administração ainda poderia ser inadequada, oferecendo risco ao paciente.

C - Reavaliar o paciente e ajustar a dose conforme a prescrição médica. Embora reavaliar o paciente seja importante, ajustar doses sem garantir o controle da infusão não resolve o problema inicial de segurança na administração.

D - Administrar a solução em menor volume para corrigir rapidamente o desequilíbrio eletrolítico. Esta prática pode ser perigosa, pois administrar cloreto de potássio rapidamente pode levar a complicações sérias. A segurança e a precisão são essenciais.

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Quando o enfermeiro observa que o cloreto de potássio foi diluído diretamente em uma bolsa de soro fisiológico de 500 ml sem controle rigoroso da taxa de infusão, é fundamental que a intervenção imediata seja focada em garantir segurança ao paciente, pois a administração inadequada de potássio pode resultar em efeitos adversos graves, como arritmias cardíacas, especialmente se a taxa de infusão for muito rápida.

Vamos analisar as alternativas:

  • A) Permitir a infusão sob monitoramento contínuo dos sinais vitais: Embora o monitoramento dos sinais vitais seja importante, não resolve o problema de uma infusão potencialmente inadequada. A taxa de infusão deve ser controlada com precisão, pois a administração de potássio a uma taxa inadequada pode ser perigosa.
  • B) Substituir a solução por uma nova, utilizando bomba de infusão com controle preciso: Esta é a melhor conduta. A solução deve ser substituída e administrada com o controle adequado da taxa de infusão, o que pode ser feito utilizando uma bomba de infusão. A administração de potássio deve ser feita lentamente e com controle rigoroso para evitar complicações graves.
  • C) Reavaliar o paciente e ajustar a dose conforme a prescrição médica: Reavaliar o paciente é uma boa prática, mas ajustar a dose sem resolver o problema da taxa de infusão inadequada não é a melhor abordagem. A prioridade é corrigir o método de administração.

  • D) Administrar a solução em menor volume para corrigir rapidamente o desequilíbrio eletrolítico: A administração de potássio rapidamente e sem controle rigoroso pode ser muito perigosa, pois pode levar a complicações cardíacas graves. O potássio deve ser administrado com precaução, e não em um volume menor para corrigir rapidamente o desequilíbrio.

B) Substituir a solução por uma nova, utilizando bomba de infusão com controle preciso.

1. Contexto da questão

O cenário é a administração de cloreto de potássio (KCl) em um paciente, e o enfermeiro observa que ele foi diluído em uma bolsa de 500 mL de SF, mas sem controle rigoroso da taxa de infusão.

Esse detalhe é fundamental: ausência de controle da velocidade de infusão.

2. Importância do Potássio

O potássio é um eletrólito essencial para funções vitais:

Condução elétrica do coração

Contração muscular

Equilíbrio ácido-básico

No entanto, ele também é um dos fármacos de alto risco (conforme protocolos de segurança do paciente e listas da ANVISA/OMS). O risco está principalmente em infusões rápidas → pode causar arritmias graves e até parada cardíaca.

3. O problema da situação apresentada

O KCl foi diluído em 500 mL de soro fisiológico.

Erro crítico: não houve controle rigoroso da taxa de infusão.

O que isso significa na prática?

O paciente pode receber potássio mais rápido do que deveria.

Isso pode levar a hipercalemia aguda, que compromete a vida do paciente.

4. Como o KCl deve ser administrado corretamente

Nunca em bólus (direto).

Sempre diluído em solução compatível (SF ou SG 5% geralmente).

Com controle preciso da velocidade de infusão, de preferência em bomba de infusão, porque pequenas variações podem ser perigosas.

Normalmente:

Máximo de 10 mEq/hora em acesso periférico.

Até 20 mEq/hora em acesso central (em casos graves e sob monitorização cardíaca).

Sempre monitorar sinais vitais e, de preferência, ECG contínuo.

5. Analisando as alternativas

A) Permitir a infusão sob monitoramento contínuo dos sinais vitais.

Errado. Monitorar sinais vitais é importante, mas não resolve a falta de controle da velocidade de infusão, que é o erro central.

B) Substituir a solução por uma nova, utilizando bomba de infusão com controle preciso.

Correto. Essa é a conduta segura: descartar a bolsa que foi preparada de forma insegura e preparar novamente, garantindo diluição adequada e controle preciso da taxa de infusão com bomba.

C) Reavaliar o paciente e ajustar a dose conforme a prescrição médica.

Errado. O problema não está na dose prescrita, mas sim na forma insegura de administração.

D) Administrar a solução em menor volume para corrigir rapidamente o desequilíbrio eletrolítico.

Errado e perigoso. Administrar em menor volume = maior concentração = alto risco de intoxicação por potássio.

6. Ponto-chave para concursos

Sempre que a questão envolver cloreto de potássio, lembre-se:

É um medicamento de alto risco.

Nunca em bólus.

Sempre com bomba de infusão.

Controle rigoroso da velocidade é indispensável.

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