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Q4152461 Medicina

Leia o caso clínico a seguir.



Paciente do sexo masculino, de 76 anos, apresentou vesículas dolorosas na metade esquerda da testa. Fez uso de pomadas cicatrizantes por algumas semanas, com resolução das lesões, porém mantendo dor em toda metade da face, à esquerda. Tem feito uso de analgésicos comuns (dipirona, paracetamol etc.), sem melhora.



O provável diagnóstico e a conduta farmacológica, nesse caso, são:

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Vesículas dolorosas na testa indicam acometimento do ramo oftálmico (V1) do trigêmeo por herpes-zóster; a dor persistente após a cicatrização caracteriza dor neuropática pós-herpética em território trigeminal, o que afasta cefaleia em salvas e torna carbamazepina a opção mais compatível entre as alternativas.

Tema central: Dor pós-zóster trigeminal
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a melhor porque o quadro descrito é de acometimento trigeminal por herpes-zóster, com persistência de dor após resolução das lesões cutâneas, o que define mecanismo neuropático. A testa corresponde ao território V1 do trigêmeo, e a falha de analgésicos comuns reforça que não se trata de dor inespecífica. Embora a nomenclatura tecnicamente mais precisa seja neuralgia pós-herpética do trigêmeo, a banca simplificou para neuralgia do trigêmeo; dentro das opções dadas, carbamazepina é o fármaco clássico mais ligado a dor neuralgiforme trigeminal.
B
Errada
Está errada por dois motivos médicos. Primeiro, cefaleia em salvas não é explicada por erupção vesicular dolorosa prévia nem por dor persistente após lesão cutânea; seu padrão é de crises breves orbitotemporais com sinais autonômicos ipsilaterais. Segundo, carbamazepina não corrige o erro diagnóstico de base: o problema aqui não é cefaleia trigêmino-autonômica, e sim dor neuropática pós-zóster em território trigeminal.
C
Errada
Erra na conduta farmacológica. O enunciado descreve mecanismo neuropático trigeminal após zóster, e o dado de ausência de resposta a dipirona/paracetamol reforça que analgesia inespecífica não resolve o mecanismo causal. Tramadol é analgésico/opioide, mas não representa a escolha farmacológica específica clássica para neuralgia trigeminal na lógica da prova; entre as opções disponíveis, carbamazepina é a mais dirigida.
D
Errada
A oxigenoterapia só faria sentido se o diagnóstico fosse cefaleia em salvas, mas esse diagnóstico está incompatível com a cronologia clínica. O antecedente de vesículas dolorosas dermatoméricas na testa e a manutenção de dor na mesma hemiface após cicatrização apontam para neuralgia pós-herpética do trigêmeo, não para crises típicas trigêmino-autonômicas.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre unilateralidade da dor facial e cefaleia em salvas. O detalhe que desfaz essa armadilha é a sequência zóster em testa, depois dor persistente no mesmo território, o que aponta para neuralgia pós-herpética trigeminal; além disso, a alternativa correta usa nomenclatura menos precisa do que o diagnóstico sindrômico real.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver vesículas dolorosas dermatoméricas seguidas de dor persistente no mesmo território, pense primeiro em dor neuropática pós-zóster.
  • Testa localiza ramo oftálmico do trigêmeo; esse detalhe anatômico costuma definir o diagnóstico da questão.
  • Cefaleia em salvas exige padrão de crises orbitotemporais com sinais autonômicos, não apenas dor unilateral.
  • Em alternativas fechadas, diferencie analgésico inespecífico de fármaco clássico para dor neuralgiforme trigeminal.

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