Hidrogênio é grafado com –g, assim como 

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Q3572433 Português
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Brasil pode ser a Arábia Saudita do hidrogênio verde e virar
referência no combustível do futuro
Condições favoráveis no mercado internacional e matriz
energética limpa do país devem contribuir para produção do
H2V


    Uma série de condições favoráveis pode tornar o Brasil líder em exportação de hidrogênio verde (H2V), classificado assim quando é obtido por meio de fontes renováveis. A afirmação foi feita no estudo Green Hydrogen Opportunity in Brazil, publicado em janeiro pela Roland Berger.

    A expectativa é de que o Brasil seja a referência do combustível sustentável, assim como a Arábia Saudita é no petróleo. E há algumas condições que indicam isso.

   A primeira delas é o resgate do protagonismo ambiental de outros tempos feito pelo Governo Federal. O segundo cenário, que também vem se confirmando, é a busca da Alemanha (principal economia europeia) pela transformação de sua matriz energia, que ainda depende muito de petróleo, gás e carvão.

   O terceiro ponto é mais difícil. É preciso que o consumo global de hidrogênio seja praticamente sextuplicado, passando dos atuais 90 milhões de toneladas por ano para 527 milhões de toneladas até 2050.

  Essa mudança deverá movimentar US$ 1 trilhão em todo o planeta, e o Brasil deverá ser responsável por R$ 150 bilhões, sendo R$ 100 bilhões em exportações.

  Com as complicações da guerra entre Rússia e Ucrânia, a Alemanha precisou acelerar a transformação da sua matriz energética. Vale ressaltar que a Rússia fornece boa parte do gás utilizado pelos alemães.

   Dessa forma, a maior economia da União Europeia lançou o primeiro edital para a compra de hidrogênio verde em contratos de dez anos.

  No entanto, a grande vantagem do Brasil está no uso de energias geradas em usinas hidroelétricas, eólicas ou solares. Dessa forma, enquanto a produção do hidrogênio verde tem custo entre US$ 3 e US$ 8 por kg (R$ 15 a R$ 41) no mercado internacional, no Brasil esse valor flutuaria entre US$ 2,2 e US$ 5,2 (de R$ 11 a R$ 28).

      [...]

Disponível em https://autoesporte.globo.com/um-so-planeta/noticia/2023/02/brasilpode-ser-a-arabia-saudita-do-hidrogenio-verde-e-virar-referencia-nocombustivel-do-futuro.ghtml 
Hidrogênio é grafado com –g, assim como 
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Assunto da questão: Ortografia – distinção entre as letras G e J para representar o som de /ʒ/ (som de “j”) antes de “e” e “i”.

Regra aplicada (Gramática Normativa e VOLP): Em português, tanto g (antes de e e i) quanto j podem representar o mesmo som (/ʒ/). A escolha entre g e j é, em grande parte, etimológica e convencional, devendo ser verificada em dicionários e no VOLP/ABL (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa). As gramáticas normativas (Bechara; Cunha & Cintra) registram que se trata de uso lexical tradicional, não havendo regra produtiva que permita trocar livremente um pelo outro. Exemplos corretos: genial, gíria, hidrogênio; e com j: jipe, jiboia, jeito.

Alternativa correta: A — gênio.

Por que está correta? Assim como em hidrogênio, o som de “j” é representado pela letra g antes de e/i. O vocábulo gênio pertence ao mesmo grupo ortográfico (família em gen-/gên-: genial, gênero, engenho, oxigênio), consagrado pela tradição e confirmado pelo VOLP.

Análise das alternativas incorretas:

  • B — gipe: Incorreta. A forma correta é jipe (do inglês jeep), com j. Registro no VOLP: “jipe”.
  • C — giboia: Incorreta. A grafia correta é jiboia (sem acento, conforme o Acordo Ortográfico), com j. Registro no VOLP: “jiboia”.
  • D — ganela: Incorreta. A forma correta é canela, com c. Não há variante com g na norma culta.

Dicas de prova (como interpretar esse tipo de questão):

  • 1) Compare famílias lexicais: se você conhece palavras da mesma família com “gen-/gên-” (como genial, gênero), é forte indício de uso de g antes de e/i.
  • 2) Atenção aos empréstimos e termos de origem indígena: muitos usam j em je/ji (ex.: jipe, jiboia).
  • 3) Desconfie de trocas “som por letra”: mesmo com o som de “j”, nem sempre se escreve com j. Consulte o VOLP/ABL sempre que possível.
  • 4) Pegadinha típica: preservar o som e alterar a letra (g → j ou j → g). Lembre-se: a norma é convencional e deve ser memorizada/consultada.

Referências normativas: VOLP – Academia Brasileira de Letras; Bechara, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa; Cunha & Cintra. Nova Gramática do Português Contemporâneo.

Gabarito: A

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