Um paciente de 35 anos foi admitido na unidade de emergênci...
Marque a alternativa que apresenta a conduta mais adequada no manejo desse paciente:
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Vamos analisar a questão apresentada sobre o manejo de um paciente com insuficiência respiratória causada por inalação de gases tóxicos.
Tema central: O foco da questão é o manejo imediato de um paciente com insuficiência respiratória grave e hipoxemia após exposição a gases tóxicos. É uma situação crítica que exige ação rápida e eficaz para garantir a oxigenação adequada do paciente. O conhecimento necessário envolve técnicas de oxigenoterapia e tratamento de emergência.
Resumo teórico: Em casos de insuficiência respiratória grave, a prioridade é assegurar a oxigenação adequada. A oxigenoterapia é uma intervenção primária que visa aumentar a disponibilidade de oxigênio no sangue. De acordo com as diretrizes, em situações de exposição a gases tóxicos, como monóxido de carbono, é essencial fornecer oxigênio em alta concentração para deslocar o gás tóxico ligado à hemoglobina.
Justificativa da alternativa correta - B: A opção B, "Utilizar máscara com reservatório de 100% de oxigênio a 10 L/min", é a mais adequada. O uso de uma máscara com reservatório permite fornecer uma alta concentração de oxigênio (próxima a 100%), o que é essencial para tratar a hipoxemia grave e deslocar gases tóxicos no sangue. Este método é indicado em situações de emergência por garantir uma alta fracção inspirada de oxigênio (FiO2).
Análise das alternativas incorretas:
A - Iniciar oxigenoterapia com cateter nasal a 2 L/min: Esta opção fornece uma baixa concentração de oxigênio, inadequada para casos de hipoxemia grave.
C - Oferecer oxigênio suplementar via ventilação mecânica não invasiva com pressão positiva contínua: Embora útil em algumas condições de insuficiência respiratória, não é a primeira escolha para exposição a gases tóxicos e pode não fornecer a alta concentração de oxigênio necessária imediatamente.
D - Realizar nebulização com broncodilatadores antes de decidir o tipo de oxigenoterapia: Nebulizações são utilizadas para tratar broncoconstrição, mas não substituem a necessidade urgente de oxigenoterapia em casos de hipoxemia severa.
Adotar a estratégia correta em situações de emergência é crucial, e compreender a melhor prática com base nas diretrizes pode salvar vidas.
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Comentários
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Alternativa A: Incorreta.
A administração de oxigênio por cateter nasal a 2 L/min fornece uma fração inspirada de oxigênio (FiO₂) baixa (aproximadamente 24-28%), insuficiente para tratar hipoxemia grave em um paciente com insuficiência respiratória por inalação de gases tóxicos.
Alternativa B: Correta.
Em casos de inalação de gases tóxicos, especialmente monóxido de carbono (CO), a oxigenoterapia de alta concentração é essencial. A máscara com reservatório (reinalação parcial ou não reinalante) a 10-15 L/min permite fornecer FiO₂ próxima de 100%, ajudando a eliminar gases tóxicos da circulação e corrigir a hipoxemia rapidamente.
Alternativa C: Incorreta.
A ventilação não invasiva com pressão positiva contínua (CPAP/BiPAP) pode ser útil em insuficiência respiratória por edema pulmonar cardiogênico ou DPOC descompensado, mas não é a escolha inicial para inalação de gases tóxicos, onde o objetivo primário é fornecer oxigênio de alta concentração.
Alternativa D: Incorreta.
A nebulização com broncodilatadores pode ser necessária em pacientes com broncoespasmo (como em crises asmáticas ou DPOC exacerbado), mas não é a primeira medida em um paciente com hipoxemia grave por inalação de fumaça. A prioridade é corrigir a hipoxemia com oxigênio de alta concentração.
- Iniciar oxigenoterapia de alta concentração (máscara com reservatório a 10-15 L/min).
- Monitorar oximetria de pulso e sinais vitais.
- Avaliar necessidade de intubação orotraqueal em caso de deterioração clínica.
- Considerar terapia hiperbárica em casos de intoxicação grave por monóxido de carbono.
Alternativa B – Utilizar máscara com reservatório de 100% de oxigênio a 10 L/min.
A lesão pulmonar aguda induzida por irritantes requer tratamento de suporte em grande parte dos casos, que segue a abordagem básica de ressuscitação com foco na proteção das vias aéreas, suporte à respiração e manutenção da circulação. Juntamente com a abordagem inicial de estabilização, remover a fonte com a retirada das roupas contaminadas e lavagem da pele total, aplicação de oxigênio a 100%, umidificação para sintomas irritantes e broncodilatadores inalatórios para broncoespasmo constituem o manejo geral dos pacientes com lesão tóxica por inalação.
https://portal.afya.com.br/clinica-medica/inalacao-de-gases-toxicos-como-abordar
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