No bojo do movimento de reconceituação da profissão, um impo...
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D
A alternativa D reúne os pilares que sustentam a análise contemporânea da profissão, conforme as obras de Marilda Iamamoto e José Paulo Netto:
- Questão social como base de fundação sócio-histórica: O Serviço Social não nasce da "caridade" ou da "boa vontade", mas como uma resposta do Estado e das classes dominantes às expressões da questão social (as contradições entre capital e trabalho) no capitalismo monopolista.
- Apreensão da prática profissional como trabalho: Supera-se a visão de "missão" ou "vocação". O assistente social é um trabalhador que vende sua força de trabalho, possui um objeto (a questão social), meios/instrumentos e uma finalidade.
- Exercício profissional inscrito em processos de trabalho: O trabalho do assistente social não é isolado; ele faz parte de um processo coletivo institucional para a produção de serviços e a reprodução da vida social.
- A: O Serviço Social, por si só, não rompe com o capitalismo, pois ele é uma profissão inserida dentro desta ordem. Além disso, a profissão não é subsidiária (dependente) das outras; ela possui autonomia técnica e campo próprio de conhecimento.
- B: A profissão não é "independente" das instituições (é um trabalho assalariado e submetido a limites institucionais) e o foco não é apenas na "produção de resultados imediatos", mas na garantia de direitos e processos de emancipação.
- C: O erro está em dizer que a prática profissional é "sinônimo" do trabalho. A prática é o exercício, mas a categoria correta para análise é o processo de trabalho. Além disso, a questão social não é apenas um "problema gerador de conflitos", mas a própria expressão da contradição do capital.
- E: Definir o Serviço Social apenas como "trabalho técnico" é reducionista (ignora as dimensões ética e política). A subjetividade é importante, mas a "chave analítica" principal da profissão é a totalidade social e a estrutura de classes.
Letra D - Esta questão apoia-se diretamente na tese da renomada autora Marilda Iamamoto (uma das principais referências teóricas pós-Movimento de Reconceituação do Serviço Social no Brasil), que redefiniu o estatuto profissional a partir da matriz teórica marxista.
- A) Incorreta: O Serviço Social atua nas fraturas do capitalismo, mas isoladamente não possui força para romper com o modo de produção capitalista (atribuir isso à profissão seria uma ilusão messiânica). Além disso, a profissão luta por sua autonomia intelectual, recusando a condição de ser "subsidiária" a outras áreas.
- B) Incorreta: A profissão possui autonomia técnica assegurada por lei, mas não é totalmente independente das amarras estruturais e das requisições das instituições que a contratam. A busca exclusiva por "resultados imediatos" remete ao antigo modelo funcionalista-tecnocrático.
- C) Incorreta: Dizer que a questão social é a geradora de todos os conflitos sociais é uma simplificação teórica errônea. Ademais, a prática profissional não é sinônimo de todo e qualquer trabalho; ela é uma especialização do trabalho coletivo.
- E) Incorreta: Reduzir o Serviço Social a um mero "trabalho técnico" esvazia a sua dimensão política e ética. Focar na subjetividade como a "chave analítica principal" desconsidera as determinações econômicas e as relações de classe materiais que estruturam a realidade social.
@resumosdoseso
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