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Q1088702 Medicina
Baseada na 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, qual a melhor estratégia terapêutica para um paciente de 35 anos que, em consulta de rotina, apresenta medida de PA no consultório de 154x95mmHg confirmada em 2 consultas ambulatoriais e que não apresenta outras comorbidades?
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Tema central: Esta questão aborda o manejo inicial da hipertensão arterial estágio 1 em pacientes jovens e sem comorbidades, segundo a 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. É fundamental reconhecer a importância da avaliação do risco cardiovascular global e a indicação das medidas não farmacológicas como primeiro passo terapêutico nestes casos.

Justificativa da alternativa correta (D):
O paciente apresenta PA de 154x95 mmHg (classificando-se como hipertenso estágio 1), 35 anos e sem outras comorbidades — portanto, com baixo risco cardiovascular. Segundo a diretriz citada (cap. 5, pág. 17): “Para adultos com hipertensão estágio 1 e baixo risco cardiovascular, está indicada a orientação para mudanças no estilo de vida com reavaliação em 3-6 meses.” Assim, a abordagem correta é iniciar terapia não farmacológica e aguardar a resposta antes de prescrever medicamentos.

Análise das alternativas incorretas:

A) Succinato de Metoprolol 50mg: Não é recomendado como primeira escolha para hipertensão estágio 1 em pacientes sem comorbidades. Beta-bloqueadores são preferidos quando há doenças associadas, como insuficiência cardíaca ou pós-infarto.

B) Losartana 50mg + Anlodipino 10mg: A combinação de duas drogas não é indicada em monoterapia inicial, sobretudo para estágio 1 de baixo risco. Pode expor o paciente a efeitos adversos desnecessários.

C) Losartana 25mg + Benazepril 5mg + Atenolol 25mg: Associação de três medicamentos em baixa dose para estágio 1 é inadequada e excessiva, desrespeitando o princípio de racionalidade terapêutica e as recomendações das diretrizes.

E) Hidroclorotiazida 25mg + Losartana 100mg: Dupla anti-hipertensiva já pronta só deve ser adotada após a falha das medidas não farmacológicas ou em casos de hipertensão mais grave ou de maior risco cardiovascular.

Pegadinha da prova: As alternativas com antihipertensivos farmacológicos buscam induzir o erro, ignorando o passo sequencial preconizado pelas diretrizes. Lembre-se: para pacientes jovens, sem lesão de órgão-alvo ou alto risco, o manejo inicial é não medicamentoso.

Conclusão: O conhecimento atualizado dos protocolos garante conduta segura, evitando medicalização precoce.
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De acordo com a 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, a melhor estratégia terapêutica para um paciente de 35 anos que apresenta medida de PA no consultório de 154x95mmHg confirmada em 2 consultas ambulatoriais e que não apresenta outras comorbidades é a terapia não farmacológica por 3 a 6 meses. Essa opção deve ser a primeira escolha para o tratamento da hipertensão arterial em pacientes sem complicações. Isso inclui mudanças no estilo de vida, como a redução do consumo de sódio, aumento da atividade física, perda de peso e evitar o consumo de álcool e tabaco. Se após esse período, a pressão arterial do paciente continuar elevada, então pode ser necessário iniciar a terapia farmacológica.

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