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Q3987362 Enfermagem
Paciente do sexo masculino, 50 anos, foi encaminhado ao centro cirúrgico para realização de herniorrafia inguinal D. Após checagem da identidade, jejum e exames pré-operatórios, o paciente foi posicionado em decúbito dorsal (posição supina) sobre a mesa cirúrgica. Considerando o tempo estimado de cirurgia de 2 horas, a equipe de enfermagem adotou medidas de prevenção de lesão por pressão (LPP). Foram utilizados coxins e protetores de espuma em locais anatômicos específicos, com o objetivo de reduzir o risco de injúrias relacionadas ao posicionamento. Diante do caso, assinale a alternativa que apresenta corretamente os principais locais anatômicos que devem ser protegidos com coxins/protetores para prevenir lesões por pressão na posição supina.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na posição supina, o risco de lesão por pressão recai principalmente sobre proeminências ósseas posteriores em contato direto com a mesa cirúrgica; no caso, isso inclui occipital, escápulas, olécranos, sacro/cóccix e calcâneos, o que torna a alternativa A a correta.

Tema central: Posição supina e LPP
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A corresponde aos pontos clássicos de maior pressão no decúbito dorsal usados na prevenção de lesão por pressão no intraoperatório. Em supino, as áreas que devem ser protegidas com coxins e protetores são principalmente occipital, escápulas, cotovelos/olécranos, sacro/cóccix e calcâneos.
B
Errada
Está errada porque reúne áreas anteriores ou não prioritárias como principais pontos de pressão em supino: face, patela, abdome, palmas das mãos e plantas dos pés. Na posição supina padrão, os principais pontos de apoio de risco são posteriores; além disso, plantas dos pés não substituem calcâneos como ponto clássico de pressão.
C
Errada
Está errada porque inclui regiões sem papel clássico como principais pontos de LPP em supino, como região inguinal e dedos dos pés, e deixa de fora áreas centrais como escápulas, olécranos e calcâneos. O sítio cirúrgico inguinal não redefine o mapa principal de pressão do posicionamento.
D
Errada
Está errada porque face anterior das coxas e região cervical não são os principais pontos de pressão da posição supina, e maléolos laterais são mais compatíveis com risco lembrado em apoio lateral do que em decúbito dorsal. A distribuição anatômica cobrada é a das proeminências posteriores em contato com a mesa.
E
Errada
Está errada porque descreve áreas mais compatíveis com apoio lateral ou com distribuição não típica do supino, como face lateral do crânio e quadris. Em decúbito dorsal, o contato crítico é posterior; o ponto pélvico clássico é sacro/cóccix, não a face lateral do quadril, e região poplítea/panturrilhas não são os principais pontos clássicos de risco.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre o local da cirurgia e os locais de maior pressão, além da troca do mapa anatômico do supino por áreas anteriores ou laterais e da substituição de calcâneos por plantas dos pés.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique a posição cirúrgica; depois pense apenas nas proeminências ósseas que ficam comprimidas contra a mesa nessa posição.
  • Em supino, priorize áreas posteriores clássicas: occipital, escápulas, cotovelos/olécranos, sacro/cóccix e calcâneos.
  • Não use o sítio operatório para definir pontos principais de LPP se a questão cobra lesão relacionada ao posicionamento.
  • O tempo cirúrgico reforça a necessidade de acolchoamento, mas não muda o mapa anatômico principal de pressão da posição.

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