O atendimento médico ao paciente politraumatizado é sistema...
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Tema central: manejo do cateter vesical no politraumatizado segundo o ATLS/ACS, com foco em suspeita de lesão uretral e a sequência correta de exames e procedimentos.
Alternativa correta: B – Quando houver suspeita de lesão uretral, a integridade da uretra deve ser confirmada por uretrografia retrógrada (RUG) antes de inserir a sonda vesical. Isso evita transformar uma laceração parcial em ruptura completa e reduz o risco de falsa via e sangramento. Sinais de suspeita: sangue no meato uretral, incapacidade de urinar, próstata “alta” ao toque retal, hematoma perineal/escrotal e fratura pélvica. (Referências: ATLS 10ª ed.; UpToDate – Evaluation of genitourinary trauma; Diretriz AUA de Urotrauma).
Como raciocinar na prova (dica prática): antes de passar a sonda no trauma, procure sangue no meato e sinais pélvicos/perineais. Se houver suspeita, RUG primeiro. Se RUG normal, pode sondar. Para suspeita de lesão vesical, realiza-se cistografia retrógrada/CT cistografia (após sondagem, se a uretra estiver íntegra).
Análise das alternativas incorretas
A – Incorreta. A cateterização não confirma trauma uretral/vesical e pode agravar lesão uretral. O diagnóstico é por RUG (uretra) e cistografia retrógrada/CT cistografia (bexiga). (ATLS; AUA).
C – Incorreta. Embora o principal uso na avaliação primária seja monitorar débito urinário (meta ~0,5 mL/kg/h no adulto), a sonda também descomprime a bexiga, facilita cuidados e permite detectar hematúria (marcador de trauma geniturinário). Não é “apenas” monitorização. (ATLS; Harrison’s).
D – Incorreta. A suspeita não é restrita a “fratura de ossos sacroilíacos” e não depende da ausência de outros sinais. O correto é manter alto índice de suspeição em fraturas pélvicas em geral, especialmente com sinais clínicos (meato com sangue, hematoma perineal, próstata alta, incapacidade de urinar). O enunciado reduz indevidamente o espectro e omite os achados-chave. (ATLS; UpToDate).
E – Incorreta. O toque retal dirigido no trauma pode evidenciar próstata “alta” (sugestiva de lesão uretral) e sangue retal, sem causar lesão uretral iatrogênica. Embora o ATLS atual desencoraje DRE “rotineiro” em todos, ele é indicado quando houver suspeitas específicas. (ATLS 10ª ed.).
Pegadinha clássica: “Sonde para confirmar lesão” é errado; primeiro confirme a uretra (RUG). Lembre-se dos red flags: sangue no meato, hematoma perineal/escrotal, próstata alta, incapacidade de urinar, fratura pélvica.
Referências essenciais: ATLS (American College of Surgeons), 10ª ed.; UpToDate – Evaluation and initial management of genitourinary trauma; AUA Urotrauma Guideline; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Gabarito: B
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A ALTERNATIVA CORRETA É: B - Quando há suspeita de lesão uretral, a integridade da uretra deve ser confirmada por uretrografia retrograda, antes que a sonda vesical seja inserida.
JUSTIFICATIVA: No contexto de trauma, é importante garantir a avaliação adequada da uretra antes de proceder com a cateterização vesical, especialmente em casos de suspeita de lesão uretral. Inserir um cateter vesical sem antes confirmar a integridade da uretra pode causar um dano maior ou até levar à extravasamento de urina para espaços anatômicos não desejados. A uretrografia retrograda é o exame de escolha para confirmar a integridade da uretra antes da inserção de um cateter urinário.
ANÁLISE DAS ALTERNATIVAS INCORRETAS:
- Alternativa A (A cateterização transuretal da bexiga deve ser realizada para confirmação de trauma uretral e vesical): Incorreta. A cateterização não deve ser realizada diretamente para confirmação de trauma uretral. O diagnóstico de lesão uretral é feito por uretrografia retrograda e não pela inserção do cateter.
- Alternativa C (A cateterização vesical serve apenas para monitorizar o débito urinário): Incorreta. Embora a cateterização vesical tenha a função de monitorar a diurese, ela também pode ser importante para o diagnóstico de lesões da bexiga ou uretra, além de ajudar no manejo de líquidos e controle da função renal no paciente politraumatizado.
- Alternativa D (Deve-se suspeitar de lesão uretral quando há fratura de ossos sacroilíacos, sem outros sinais na avaliação primária): Incorreta. A fratura dos ossos sacroilíacos pode ser um fator de risco para lesão uretral, mas não é um indicativo direto. A lesão uretral deve ser avaliada em conjunto com outros sinais clínicos, como hematúria, fratura pélvica, entre outros.
- Alternativa E (Não se deve realizar o toque retal, em caso de suspeita de lesão uretral, para não causar lesão iatrogênica): Incorreta. O toque retal é uma parte importante da avaliação inicial em casos de trauma pélvico e pode ser necessário para verificar a integridade da próstata e a presença de sangue, sinais de lesão na uretra. A realização do toque retal não é contraindicada na suspeita de lesão uretral.
EM RESUMO: A cateterização urinária deve ser feita com precaução em pacientes com suspeita de lesão uretral, e a integridade da uretra deve ser confirmada antes de inserção do cateter. A uretrografia retrograda é o exame recomendado para essa avaliação.
PONTOS CHAVE:
- Em trauma, deve-se confirmar a integridade da uretra com uretrografia antes de inserir um cateter urinário.
- A cateterização vesical tem múltiplos objetivos, incluindo monitorização e avaliação de possíveis lesões do trato urinário.
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