Avaliando a história clínica de uma paciente com incontinênc...
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Tema central: A questão aborda incontinência urinária e disfunções do assoalho pélvico, trazendo seu contexto epidemiológico e fatores de risco mais relevantes.
Justificativa da alternativa correta (E – Gestação e parto):
A gestação e o parto representam fatores de risco com forte associação epidemiológica para desenvolvimento de incontinência urinária em mulheres. Durante a gravidez, há aumento da pressão abdominal e relaxamento dos tecidos pélvicos devido à ação hormonal, o que pode enfraquecer o assoalho pélvico. Ademais, o parto vaginal pode ocasionar lesões musculares e neurológicas importantes, principalmente em situações de partos prolongados, uso de instrumentos (fórceps) e recém-nascidos de alto peso. Tais alterações são descritas nas principais diretrizes nacionais:
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Incontinência Urinária não Neurogênica, seção Fatores de Risco: “A incontinência urinária (IU) é uma condição multifatorial, sendo os principais fatores de risco: idade avançada, sexo feminino, obesidade, gestação e parto, menopausa, doenças neurológicas e cirurgias pélvicas.”
Importante lembrar que estes eventos criam alterações fisiológicas e anatômicas profundas que podem desencadear disfunções do assoalho pélvico e favorecer episódios de IU ainda na juventude.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Obesidade: Também é fator de risco relevante, mas a gestação e o parto têm impacto direto e específico na integridade do assoalho pélvico feminino, sendo epidemiologicamente mais expressivos na gênese da incontinência.
B) Infecções urinárias de repetição: Podem causar sintomas urinários, mas não são fatores de risco estabelecidos para disfunções do assoalho pélvico ou para incontinência urinária de esforço.
C) Asma e DPOC: O aumento crônico da pressão intra-abdominal pela tosse pode contribuir, mas a associação não é tão forte quanto com gestação e parto. Sua incidência como agente causador é menor.
D) Menopausa: A deficiência estrogênica pode enfraquecer tecidos pélvicos e aumentar o risco de IU, porém, estadisticamente, gestação e parto são mais impactantes, principalmente em idades jovens/média idade.
Estratégia para provas: Identifique termos como “ligação epidemiológica mais significante” e priorize fatores inerentes à fisiopatologia primária, como gestação e parto no caso de mulheres jovens ou adultas.
Resumo: Gestação e parto são os principais fatores epidemiológicos para incontinência urinária e disfunções do assoalho pélvico, segundo protocolos oficiais e literatura médica recente.
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