Nódulos tireoidianos são encontrados, frequentemente, na pr...
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Tema central: Nódulo tireoidiano – condutas diagnósticas.
Os nódulos tireoidianos são achados frequentes e requerem abordagem sistemática. O principal objetivo na avaliação inicial é diferenciar lesões benignas das malignas para definir conduta e prognóstico.
Alternativa correta:
A) Embora a ultrassonografia e/ou ultrassonografia com Doppler auxiliem na estratificação de risco de malignidade do nódulo tireoidiano, elas não substituem a punção aspirativa.
Justificativa: Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Carcinoma Diferenciado da Tireoide:
“A biópsia por agulha fina (PAAF) guiada por ultrassonografia é um importante meio diagnóstico dos nódulos tireoidianos, sendo um método sensível no diagnóstico diferencial entre lesões malignas e benignas. É o procedimento de escolha na avaliação dos nódulos tireoidianos.” (PCDT, seção Avaliação Diagnóstica)
A ultrassonografia (USG) é fundamental para a estratificação do risco, mas a PAAF é imprescindível para confirmação citológica, especialmente diante de achados suspeitos à imagem. Estudos demonstram sensibilidade da PAAF entre 70-97% quando guiada por USG (UpToDate, 2024; PCDT MS).
Por que as demais alternativas estão incorretas?
B) A investigação não deve iniciar-se com ressonância magnética. RM não é indicada para triagem de nódulos; é reservada a casos especiais.
C) A PAAF é acurada e essencial para diferenciar benignidade/malignidade. Não se recomenda seguimento apenas por imagem sem avaliação citológica quando indicado.
D) O critério de tamanho isolado (3 cm) não determina puncionar todos os nódulos. Nódulos menores podem ser submetidos à PAAF se houver características ultrassonográficas suspeitas. Diretriz: “A PAAF está indicada em nódulos ≥ 1 cm com suspeita à USG” (PCDT, SBEM, ATA).
E) A tomografia computadorizada não é exame de escolha para malignidade tireoidiana. CT pode ser útil em casos de grandes massas invasivas, mas a USG com PAAF é padrão ouro para avaliação inicial.
Dica de interpretação: Em concursos, atenção à sequência correta dos exames e ao papel de cada método diagnóstico. Termos como “substitui” ou “exame de escolha inicial” mostram o nível de exigência do protocolo.
Resumo: Para avaliar nódulos tireoidianos, inicie sempre pela USG e utilize PAAF conforme indicações estratificadas por risco e características ultrassonográficas, nunca substituindo uma pela outra de forma indiscriminada.
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