A pré-eclâmpsia pode ter diversas formas clínicas. Assinale...
A pré-eclâmpsia pode ter diversas formas clínicas.
Assinale a alternativa que indica corretamente um critério de gravidade da doença.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda critérios de gravidade na pré-eclâmpsia, condição hipertensiva exclusiva da gestação que pode evoluir com riscos maternos e fetais.
Comentário sobre a alternativa correta:
A alternativa D) Trombocitopenia com contagem menor que 100.000 plaquetas/μL está correta. Segundo o Protocolo de Pré-Eclâmpsia do Ministério da Saúde (2017, p. 9), “Critérios de gravidade (pelo menos 1 dos seguintes): ... trombocitopenia < 100.000/μL”. Trombocitopenia indica gravidade principalmente pelo risco de evolução para síndrome HELLP ou outras complicações hemorrágicas gravíssimas. O reconhecimento precoce desse critério é fundamental para a indicação de condutas como internação, estabilização e eventual resolução da gestação.
Análise das alternativas incorretas:
A) Ácido úrico acima de 4,5 mg/dl: O ácido úrico pode estar aumentado na pré-eclâmpsia, mas não é critério de gravidade isolado em protocolos atuais; seu valor é mais auxiliar diagnóstico.
B) Proteinúria maior ou igual a 3 g em 24 horas: Embora valores elevados de proteinúria apontem para envolvimento renal, o nível isolado de proteinúria deixou de ser critério para gravidade segundo diretrizes recentes (SBH, SBP, MS), devido à sua baixa correlação com prognóstico.
C) Proteinúria maior ou igual a 0,3 g em 24 horas: Esse é critério diagnóstico de pré-eclâmpsia, mas não é critério de gravidade.
E) Pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg: Esse valor define hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia, porém o valor para gravidade é PA sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg (atenção a esse ponto!), além de outros achados clínicos ou laboratoriais.
Estratégias de prova:
Fique atento a palavras específicas como “gravidade”, pois valores laboratoriais e parâmetros clínicos mudam conforme critério diagnóstico vs critério de gravidade. Sempre lembre: nem todo parâmetro alterado significa doença grave!
Referências: Protocolos do MS (2017), HC-UFTM e literatura atualizada (Williams Obstetrícia; UpToDate).
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