Uma gestante primigesta, idade gestacional de 32 semanas, s...
Uma gestante primigesta, idade gestacional de 32 semanas, sem patologias prévias, comparece ao pronto-atendimento com queixa de contrações.
Ao exame físico geral não há alterações. Exame obstétrico feto pélvico, duas contrações em 10 minutos, de 30 segundos cada, vitalidade fetal preservada. Exame especular sem anormalidades e toque vaginal com colo totalmente esvaecido, pérvio para três centímetros, bolsa íntegra e apresentação pélvica confirmada.
Indique a conduta imediata mais apropriada.
Gabarito comentado
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Tema central: O caso versa sobre trabalho de parto prematuro em gestante de 32 semanas, apresentado por contrações regulares, dilatação do colo para 3 cm e bolsa íntegra, sem sinais de infecção.
Justificativa para a alternativa correta (B): Conforme o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde (2022), diante do diagnóstico de trabalho de parto prematuro, os objetivos centrais são administrar corticosteroides para maturação pulmonar fetal (betametasona ou dexametasona, entre 24 e 34 semanas) e empregar tocólise para adsar o parto em até 48 horas. Isso aumenta a chance de benefício da corticoterapia, reduzindo o risco de síndrome do desconforto respiratório, hemorragia intraventricular e óbito neonatal.
Segundo o documento citado, “Tocolíticos são preconizados por até 48 horas [...]. Esse ganho de tempo é considerado benéfico para garantir tempo adequado para administração de corticosteroide [...]”. Portanto, a internação para corticoterapia e tocólise está de pleno acordo com as diretrizes e evidências científicas robustas (UpToDate, SBP, OMS).
Análise das alternativas incorretas:
A) Cesariana imediata não está indicada, pois o feto ainda se beneficia da maturação pulmonar que pode ser estimulada com corticosteroide.
C) Repouso e reavaliação são insuficientes diante do risco iminente de parto prematuro com dilatação e contrações: risco real para o neonato.
D) Antibioticoterapia não tem indicação na ausência de sinais de infecção (febre, leucocitose, secreção anormal, etc.).
E) Apesar da internação e corticoterapia corretas, agendar cesariana em 24h não é conduta de escolha. O parto vaginal é preferível se não houver indicação obstétrica formal para cesariana (apresentação pélvica isolada não é indicação absoluta de cesárea antes do termo).
Resumo da conduta: Adotar corticoterapia e tocólise para promover maturação pulmonar até 34 semanas e postergar o parto, se não houver contraindicações.
Fique atento a pegadinhas: casos sem sinais de infecção não exigem antibióticos; não há indicação rotineira para cesariana apenas por apresentação pélvica nesse contexto.
Conclusão: A alternativa B é a mais apropriada. O manejo do trabalho de parto prematuro exige conhecimento atualizado de protocolos oficiais e critérios bem definidos para uso de cada intervenção. Lembre-se: "O uso de tocolíticos e corticosteroides é essencial para a melhora do prognóstico fetal" (Manual de Gestação de Alto Risco, p. 140).
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