Uma gestante de 20 anos, primigesta, compareceu ao pré-natal...
Uma gestante de 20 anos, primigesta, compareceu ao pré-natal com exames de 1ª consulta com 10 semanas para avaliação de exames. Apresentava teste rápido para sífilis positivo e VDRL com titulação 1:64. Depois desse resultado, foi tratada adequadamente com Penicilina Benzatina 7.200.000 UI (dose total). Seu parceiro também foi adequadamente tratado.
Como deve ser feito o acompanhamento no pré-natal (baseado no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) do Ministério da Saúde, Brasil 2022)?
Gabarito comentado
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Tema central da questão: A questão aborda o acompanhamento pré-natal de gestante tratada para sífilis, ponto fundamental para evitar a transmissão vertical da infecção e prevenir sífilis congênita. Em Ginecologia e Obstetrícia, dominar protocolos de ISTs é essencial para atuação segura e segundo o padrão exigido em concursos e na assistência pública.
Justificativa para a alternativa correta – Alternativa A:
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com IST (Ministério da Saúde, 2022), “os testes não treponêmicos (exemplo: VDRL) devem ser realizados mensalmente nas gestantes” (Seção: Sífilis em Gestantes – Monitoramento Pós-Tratamento). O acompanhamento mensal do VDRL permite:
- Avaliar resposta terapêutica: Espera-se redução progressiva do título após tratamento. Títulos que sobem ou não caem podem indicar falha ou reinfecção.
- Identificar precocemente reinfecções, permitindo intervenção rápida e prevenindo sífilis congênita.
A alternativa A está de acordo com o que prevê a diretriz, respaldando-se também na prática clínica descrita por livros referência, como Zugaib – Obstetrícia e Williams Obstetrícia, onde reforçam a necessidade de seguimento rigoroso devido às graves consequências materno-fetais da infecção não controlada.
Por que as demais alternativas estão incorretas?
B) Teste rápido mensalmente: Usado apenas na triagem diagnóstica, não serve como parâmetro de acompanhamento, pois permanece positivo mesmo após o tratamento.
C) VDRL e teste treponêmico apenas com 28 semanas e parto: Monitorização insuficiente; teste treponêmico permanece reagente indefinidamente e não acompanha resposta ao tratamento.
D) VDRL só em 28 semanas e parto: Frequência insuficiente. Podem ocorrer reinfecções ou falha terapêutica antes desse intervalo, prejudicando o prognóstico fetal.
E) Teste rápido em todas consultas: Inadequado para seguimento pós-tratamento, visto que não diferencia infecção ativa de curada.
Estratégias para questão desse tipo: Atenção ao termo “acompanhamento” (não “diagnóstico” inicial), diferenciação de testes treponêmicos e não treponêmicos e frequência de follow-up pré-natal! Pegadinhas comuns incluem propor monitoramento insuficiente ou uso inadequado do teste rápido no seguimento.
Conclusão: O acompanhamento mensal com VDRL durante o pré-natal é indispensável para confirmação da eficácia terapêutica e prevenção de sífilis congênita, segundo protocolos nacionais atualizados.
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