Qual é o sinal utilizado para o diagnóstico de distocia de ...
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Tema central: Diagnóstico clínico da distocia de ombro, emergência obstétrica em que o ombro anterior impacta na sínfise púbica após a saída da cabeça fetal, exigindo manobras adicionais para o parto (ACOG, RCOG, UpToDate).
Alternativa correta: B — Sinal da tartaruga
O sinal da tartaruga é a retração da cabeça fetal contra o períneo após sua exteriorização, por impacto do ombro anterior. É o achado clássico que sugere fortemente distocia de ombro e deve acionar protocolo de emergência: pedir ajuda, cronometrar, evitar tração excessiva e iniciar manobras (McRoberts e pressão suprapúbica em sequência). Referências: ACOG Practice Bulletin “Shoulder dystocia”; RCOG Green-top Guideline 42; WHO Intrapartum Care 2018; UpToDate.
Raciocínio diagnóstico
A distocia é clínica: dificuldade para desprender os ombros com tração suave após a saída da cabeça e/ou necessidade de manobras específicas. O “intervalo cabeça‑corpo” prolongado pode ocorrer, mas não define o diagnóstico por si só.
Análise das alternativas incorretas
A – “Concepto não apresenta dobra peitoral”: não é sinal reconhecido de distocia em diretrizes ou textos-padrão (Williams Obstetrics, UpToDate). Não tem validade diagnóstica.
C – “Intervalo cabeça‑ombros > 8 minutos”: não é critério diagnóstico. Intervalos prolongados (> 60 segundos) se associam a pior desfecho, mas a definição de distocia é clínica e imediata; 8 minutos é arbitrário e perigoso aguardar. Diretrizes recomendam agir prontamente ao reconhecer a dificuldade (ACOG/RCOG).
D – Sinal de Bandl: anel de retração patológico palpável/visível alto, indicativo de obstrução com ameaça de rotura uterina, não de distocia de ombro especificamente. Ocorre em trabalho de parto prolongado/obstruído.
E – Sinal de Frommel: ligamentos redondos retesados, igualmente associado a obstrução e iminência de rotura uterina, e não à distocia de ombro.
Pistas de prova e pegadinhas
- Distocia de ombro: “cabeça nasce e recua” = sinal da tartaruga.
- Bandl/Frommel apontam para obstrução/rotura uterina, não para distocia de ombro.
- Não espere tempos fixos: o manejo deve ser imediato com manobras (McRoberts → pressão suprapúbica → Rubin/Woods → braço posterior → posições como Gaskin). Evite pressão fúndica.
Fontes úteis: ACOG Practice Bulletin “Shoulder dystocia”; RCOG Green-top 42; WHO Intrapartum Care (2018); UpToDate – Shoulder dystocia: diagnosis and management.
Gabarito: B
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