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Q3616764 Medicina

Gestante de 30 semanas, previamente hígida, comparece à emergência relatando ardência e dor em vulva há 2 dias. Refere que nunca teve quadro semelhante.


Ao exame apresenta pequena lesão com vesículas de conteúdo citrino agrupadas em cachos em vulva.


Segundo o Protocolo Brasileiro para Infecções Sexualmente transmissíveis de 2020, qual o tratamento mais adequado neste momento?

Alternativas

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Tema central: Herpes genital primário em gestante é o foco da questão. Gestante com lesão vesicular agrupada em vulva, ardor e dor locais — quadro clássico de infecção primária pelo vírus herpes simples (HSV).

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis – 2020 – Ministério da Saúde, o tratamento do primeiro episódio de herpes genital, inclusive em gestantes, é:
“Aciclovir 200mg, 2 comprimidos via oral, 3 vezes ao dia, por 7 dias.” (p. 125)

Justificativa da alternativa correta (C):
A alternativa C replica exatamente a posologia preconizada: aciclovir 200mg, 2 comprimidos VO, 3x/dia, 7 a 10 dias.
Seu uso reduz sintomas, o tempo de eliminação viral e diminui o risco de transmissão para o recém-nascido, além de ser seguro em qualquer trimestre.
Diretrizes internacionais (UpToDate, CDC 2021) reforçam esta conduta como a mais eficaz e segura.

Análise das alternativas incorretas:
A) Aguardar evolução: Não recomendado! O atraso no início do antiviral aumenta riscos maternos e fetais (Progressão dos sintomas, complicações e transmissão vertical).
B) Aciclovir 200mg, 1 comprimido 3x/dia por 10 dias: Dosagem inferior à necessária; pode ser ineficaz, além de duração mais longa que o necessário segundo o protocolo.
D) e E) Penicilina Benzatina: Medicamento específico para sífilis, não tem efeito no herpes vírus. Não indicado para lesões vesiculares.

Dica de concurso: Sempre observe descritores clínicos clássicos (“vesículas agrupadas”, “ardor”, “vulva”) e relacione com doenças infecciosas recorrentes em provas.
Desconfie de condutas que sugerem “esperar evolução” em doenças infectocontagiosas na gestação; normalmente indicam erro da alternativa.

Citar protocolos e entender tratamentos postulados para cada IST é fundamental para aprovação. Lembre-se sempre de revisar posologias e indicações!

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