“Pois não se pode falar em história das Alagoas sem referir...

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Q1393497 História e Geografia de Estados e Municípios

“Pois não se pode falar em história das Alagoas sem referir o açúcar; não se pode escrever o passado econômico ignorando a presença do açúcar; não se pode descrever a sociedade colonial ou imperial sem ligá-la ao domínio do açúcar; enfim, não se pode ignorar, na história das Alagoas, qualquer a dimensão que se a estude ou a interprete, esta presença imperial, soberanamente dominante, quase absorvente, como o próprio massapé da terra que alimentou os canaviais: a do açúcar.” Manoel Diegues Júnior


Sobre a importância da cana-de-açúcar para a história de Alagoas, é correto afirmar que:

Alternativas

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Alternativa correta: D

Tema central: A questão aborda a importância histórica da produção de cana-de-açúcar em Alagoas e sua influência na história regional e nacional, principalmente durante o período colonial.

Resumo teórico: Desde o século XVI, a cana-de-açúcar foi a principal base econômica da região Nordeste, incluindo Alagoas. O ciclo do açúcar estruturou a sociedade local com grandes propriedades rurais, dependência de mão de obra escravizada e forte influência política dos senhores de engenho. O destaque econômico da região atraiu o interesse de potências estrangeiras, como a Holanda, que invadiu partes do Nordeste entre 1630 e 1654 visando controlar o lucrativo comércio do açúcar. Fonte: Sérgio Buarque de Holanda, “História Geral da Civilização Brasileira”.

Justificativa da alternativa D:
A produção açucareira foi o principal motor econômico do Brasil Colônia no século XVII, tornando o Nordeste alvo de interesses internacionais. A invasão holandesa foi motivada, principalmente, pelo desejo de controlar o comércio do açúcar e as riquezas produzidas na região. Alagoas fez parte desse contexto, sendo marcada pela presença e resistência contra os holandeses.

Análise das alternativas incorretas:

A: Errada. A produção da cana sempre utilizou mão de obra escrava e dependia de grandes propriedades rurais para obter lucro.

B: Errada. Embora ainda relevante, a cana-de-açúcar não responde atualmente pela maior parte do PIB de Alagoas, que se diversificou.

C: Errada. São Paulo é o maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil, não Alagoas, que ocupa posições inferiores.

E: Errada. A elite ligada ao setor sucroalcooleiro ainda exerce influência política em Alagoas, mesmo com crises setoriais.

Estratégia para resolver questões assim:
Leia atentamente o texto de apoio, identifique palavras-chave (como "história", "produção", "influência") e relacione com eventos históricos relevantes. Desconfie de afirmações absolutas e lembre-se de sempre checar dados históricos básicos, como principais produtores e períodos de destaque econômico.

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Comentários

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São Paulo é o maior produtor de cana, depois vem outros Estados e também AL. Considerando também a alternativa B, sim, a produção também tem sua participação no PIB, porém, foi ultrapassado pelo TURISMO.

As invasões holandesas no Brasil ocorreram quando os holandeses ocuparam territórios no Nordeste brasileiro no século XVII. Essa invasão estava diretamente relacionada com as questões diplomáticas envolvendo Portugal, Espanha e a própria Holanda naquele período. Os holandeses procuraram construir sua própria colônia na América ao se apropriar de uma das principais praças produtoras de açucar da america portuguesa.

https://brasilescola.uol.com.br/historiab/invasoes-holandesas-no-brasil.htm

GAB D

Vamos entender :

A )A cultura da cana-de-açúcar nunca necessitou de mão-de-obra escrava e muito menos de grandes propriedades para render grandes lucros. E

  • Pelo contrário , a monocultura exportadora de cana necessitava de vultuosos investimentos tanto da coroa quanto dos donatários . Além disso , mão de obra indígena logo fora descartada, em virtude da ´´proteção `` dos jesuítas e da vinda dos ´´negros de angola`` .

  • ´´Negros da terra`` era como os portugueses chamavam os índios .

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B) A produção da cana-de-açúcar é, ainda hoje, a responsável pela maior parte do PIB em Alagoas. E

A maior parte do Pib de Alagoas está no setor terciário .

O setor terciário tem 68,7% do pib de alagoas. ( prestação de serviços)

Enquanto o primário 6,8%.

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C) O estado de Alagoas é o maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil, seguido de São Paulo e Minas Gerais. E

Como disse o colega , o estado de Alagoas também foi ultrapassado nessa marca .

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D) A grande da produção canavieira no Brasil Colônia despertou o interesse comercial holandês, motivando a invasão holandesa no nordeste brasileiro. Gab C

Sim , contudo, não apenas despertou interesse dos Holandeses ( importante destacar ) . Ingleses, Franceses, Espanhóis , Portugueses , etc...

Vale mencionar a vinda do Conde Mauricio de Nassau , durante o período da invasão holandesa no Recife.

Promoveu obras para incentivar a urbanização da colônia holandesa, incentivou as artes e a ciência na região. Construiu biblioteca e um observatório astronômico (o primeiro das Américas). Construiu pontes importantes em Recife e ordenou a construção de um jardim botânico com plantas e animais raros.

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E) a elite canavieira deixou de influenciar a política alagoana, devido à crises passadas. E

Pelo contrário , apesar de não ser de Alagoas , sei bem que os ricos detém de grandes ´´ favores``.

A cana sempre esteve ligada à política . Não é de hoje.

Meus resumos + brasil uma biografia

A história do território de Alagoas começa, antes mesmo da chegada dos portugueses no Brasil. De acordo com dados do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico (), os indícios de presença humana no território onde está localizado o território datam de aproximadamente 3.500 anos.

Já no século XVI, no momento da chegada dos portugueses, quem habitava o local eram os índios caetés. Em 1501, Gonçalo Coelho, juntamente com seus expedicionários, foram os primeiros europeus a visitar as terras. Já o primeiro português que se tem notícia a adentrar o local foi Duarte Coelho, por volta de 1535.

No final daquele século, a maioria do território alagoano eram propriedade de Garcia d’Ávila. De acordo com os registros históricos, em 1590 foi fundado o povoado de Porto Caldo, e em 1611, o povoado de Lagoa do Sul, atual Marechal Deodoro.

Assim como os demais estados nordestinos, que tiveram a economia baseada, inicialmente, nos engenhos de açúcar, Alagoas, logo se estabeleceu como um polo de produção açucareira. Paralelo a isso, a principal atividade era a criação de gado.

A partir do século XVII, teve início a formação do Quilombo dos Palmares. Escravos fugidos de todas as regiões do nordeste se abrigavam lá. É um importante símbolo de resistência dos negros escravizados no Brasil. Foi destruído em 1694.

Em 1711, foi instalada a comarca de Alagoas, sediada na vila de Alagoas, que ainda estava subordinada a Pernambuco. Poucos anos depois, já existia o povoado de Maceió, construído nos arredores de um engenho, cujo nome era Massayó.

Alagoas só desmembrou-se de Pernambuco em 1817, depois da Revolução Pernambucana. Sebastião Francisco de Melo e Póvoas, o primeiro governador da capitania, assumiu o posto em 1819.

Somente em 1839 é que a capital foi transferida de da cidade de Alagoas, atual Marechal Deodoro, para Maceió, justamente em função do grande desenvolvimento econômico que a região apresentava.

POPULAÇÃO- De acordo com dados do censo demográfico de 2010, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado de Alagoas tem 3.120.494 habitante. Sua densidade demográfica é de 112,3 habitantes por quilômetro quadrado, o que o coloca como o quarto estado neste quesito.

A maioria da população, aproximadamente 73,6% vivem em zonas urbanas, os demais, 26,4%, estão na zona rural do estado. A expectativa de vida dos alagoanos, em média, é de 66 anos.

Em relação Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Alagoas registra o pior número entre os estados do Brasil, com média de 0,677.

RELEVO - Em relação ao relevo, este é predominantemente baixo. Justamente porque o estado está localizado na  de Alagoas. Ele pode ser dividido em , ao norte, planície litorânea, a leste e  no centro-oeste.

O ponto mais alto do estado está situado no extremo oeste alagoano, e é a Serra da Onça.

A letra B está certa tbm.pois Alagoas é o segundo maior produtor de açúcar do Brasil ficando atrás somente de são Paulo

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