[...] o que agrava a crise diante da redução da força de tr...

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Robôs cuidadores e roupas com GPS: as apostas do Japão contra crise de demência entre idosos


Atualmente, cerca de 30% da população japonesa tem sessenta e cinco anos ou mais, o que agrava a crise diante da redução da força de trabalho e das restrições à entrada de estrangeiros para atuar nos cuidados.

O governo japonês trata a demência como prioridade e estima que os gastos com saúde e assistência social chegarão a quatorze trilhões de ienes até 2030. Para aliviar a pressão sobre o sistema, a principal aposta é a tecnologia. Sistemas com GPS e dispositivos vestíveis ajudam a localizar idosos perdidos, enquanto redes comunitárias, como funcionários de lojas de conveniência, recebem alertas em tempo real para agilizar os resgates.

A inteligência artificial também é usada para a detecção precoce da doença. O sistema aiGait, da Fujitsu, analisa a postura e a forma de caminhar para identificar sinais iniciais de demência. Já a Universidade Waseda desenvolve o robô humanoide AIREC, projetado para auxiliar em tarefas cotidianas e, futuramente, em cuidados mais complexos.

Robôs semelhantes já são utilizados em casas de repouso para tocar músicas aos residentes ou orientá-los em exercícios simples de alongamento. Eles também monitoram pacientes durante a noite, instalados sob os colchões para acompanhar o sono e as condições de saúde, reduzindo a necessidade de rondas humanas.

Outro exemplo é o Poketomo, pequeno robô que lembra horários de medicamentos, informa sobre o clima e conversa com pessoas que vivem sozinhas, ajudando a reduzir o isolamento social. Apesar dos avanços, especialistas reforçam que os robôs devem complementar, e não substituir, os cuidadores humanos.

O valor das relações humanas aparece em um restaurante, em Tóquio, onde pessoas com demência trabalham atendendo clientes. Criado por Akiko Kanna, o espaço promove o engajamento social e mostra que, embora a tecnologia seja uma aliada, a conexão humana continua sendo essencial para quem vive com a doença.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1dzq7gpkqgo.adaptado.
[...] o que agrava a crise diante da redução da força de trabalho e das restrições "à" entrada de estrangeiros para atuar nos cuidados.
Em relação ao sinal indicativo de crase, é CORRETO afirmar que, nesta frase,
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A crase, no trecho "restrições à entrada", resulta da fusão da preposição "a" exigida pelo substantivo "restrições" com o artigo definido feminino "a" que antecede o substantivo feminino "entrada"; como a estrutura é de complemento nominal e há preposição mais artigo efetivamente presente, a consequência é o uso correto de "à", o que confirma a alternativa B.

Tema central: Crase por regência nominal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque, no enunciado tal como redigido, a crase não é facultativa. O contexto traz a forma determinada "a entrada de estrangeiros", e, uma vez presente o artigo feminino diante de "entrada" e exigida a preposição por "restrições", a fusão é obrigatória. O erro da alternativa é tratar como oscilação facultativa uma estrutura em que a base aponta preposição mais artigo efetivamente presente.
B
Certa
A alternativa B acerta o fundamento gramatical específico do caso: o termo regente é o substantivo "restrições", que pede preposição "a", e o termo regido é "entrada", substantivo feminino determinado por artigo feminino. A crase surge exatamente dessa soma: preposição "a" + artigo "a". Portanto, o emprego de "à" não decorre do verbo da oração nem de locução prepositiva, mas da regência nominal do nome "restrições".
C
Errada
Está errada porque atribui a exigência da preposição ao verbo "agrava", mas a base é expressa em afirmar que o termo imediatamente responsável pela preposição é o substantivo "restrições". A relação sintática relevante está dentro do sintagma nominal "restrições à entrada de estrangeiros". Logo, o fundamento da crase não é verbal, e sim nominal.
D
Errada
Está errada porque não há locução prepositiva em "à entrada". No trecho, "à entrada de estrangeiros" funciona como complemento nominal de "restrições", formado por preposição mais artigo diante de substantivo feminino. A alternativa erra ao classificar a estrutura como bloco prepositivo fixo.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre o termo que realmente rege a preposição e o verbo principal da oração, além da falsa impressão de que todo "à" diante de substantivo feminino decorre de locução prepositiva ou de uso facultativo do artigo.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de justificar a crase, identifique qual termo exige a preposição: pode ser um substantivo, e não o verbo principal.
  • Verifique se o substantivo feminino seguinte está acompanhado de artigo; a crase depende da fusão entre preposição e artigo, não apenas da presença de palavra feminina.
  • Não classifique "à + substantivo" como locução prepositiva sem confirmar se há realmente uma expressão prepositiva fixa.
  • Em estruturas nominais como "restrições a algo", teste se há complemento nominal; se houver preposição exigida pelo nome e artigo feminino no termo seguinte, a crase se justifica.

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Gabarito Correto: (B)

Análise da Questão: A questão avalia o conhecimento sobre o uso da crase (acento grave) em relações de regência nominal. O trecho analisado é: "...restrições 'à' entrada de estrangeiros".

Por que a alternativa (B) está correta? O uso da crase ocorre devido à fusão (crase) de dois elementos fonéticos idênticos:

  1. Exigência da Preposição: O substantivo "restrições" rege a preposição "a" (quem impõe restrição, impõe restrição a algo ou a alguém).
  2. Presença do Artigo: O substantivo feminino "entrada" admite o artigo definido "a".

Portanto: restrições (exige preposição a) + a (artigo de entrada) = à entrada.

Por que as outras estão incorretas?

  • (A) Incorreta: A crase não é facultativa neste contexto. O substantivo "entrada" está determinado ("entrada de estrangeiros"), exigindo o artigo. A facultatividade ocorreria, por exemplo, diante de nomes próprios femininos ou pronomes possessivos femininos, o que não é o caso.
  • (C) Incorreta: A crase não se deve ao verbo "agrava". Sintaticamente, "o que agrava" (verbo transitivo direto) tem como objeto "a crise". A crase está ligada ao termo "restrições", que aparece depois.
  • (D) Incorreta: A expressão "à entrada", neste contexto específico, não funciona como uma locução prepositiva fixa (como em "à direita" ou "à esquerda"), mas sim como o complemento nominal do substantivo "restrições".

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