No que tange à atendimentos de urgências ortopédicas, o tra...
I. O foco inicial dos profissionais deve ser: conter a hemorragia externa intensa e, após, seguir o novo processo mnemônico XABCDE do trauma.
II. Para o tratamento inicial de hemorragia externa, preconiza-se a aplicação de compressão indireta sobre o ferimento (manualmente ou por meio de curativo compressivo).
III. O técnico de enfermagem deve auxiliar o enfermeiro e médico na devida contenção da hemorragia exsanguinante por compressão direta, curativo compressivo, torniquete ou aplicação de agente hemostático tópico (solicitado pelo médico).
Está correto o que se afirma em:
Gabarito comentado
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Tema central: Trauma pélvico é típico de alta energia e pode causar hemorragia maciça, principal causa de morte precoce. Na abordagem inicial, adota-se o XABCDE: primeiro controlar hemorragia exsanguinante (X), depois via aérea, respiração, circulação etc. Em fraturas pélvicas, reduzir o volume pélvico com cinturão pélvico ajuda a tamponar o sangramento.
Gabarito: B (I e III)
I – Correta. A prioridade é controlar hemorragia externa maciça antes do ABCDE, seguindo o XABCDE. Isso está alinhado ao ATLS (10ª/11ª ed.) e PHTLS: controlar sangramento exsanguinante imediatamente, sem atrasar para outras etapas.
II – Incorreta. O tratamento inicial da hemorragia externa é compressão direta sobre o foco do sangramento, manualmente e com curativo compressivo. “Compressão indireta” (pontos de pressão à distância) não é recomendada por ineficaz e por atrasar medidas efetivas. Quando pressão direta não basta, utilizam-se torniquete (extremidades) ou gaze hemostática com pressão (regiões de junção). Diretrizes: ATLS, PHTLS, TCCC/CoTCCC.
III – Correta. O técnico de enfermagem, dentro do protocolo institucional e sob supervisão, auxilia ativamente na contenção da hemorragia: compressão direta, curativo compressivo, aplicação de torniquete quando indicado e uso de agentes hemostáticos tópicos conforme prescrição/treinamento. Essa atuação precoce salva vidas.
Estratégia para acertar: Ao ver “XABCDE”, lembre-se: X = sangramento maciço. Em controle de hemorragia, procure por “compressão direta” como primeira linha. Termos como “compressão indireta/pontos de pressão” costumam ser pegadinhas.
Análise das alternativas:
A (I, II e III): Errada porque inclui a II.
B (I e III): Correta, conforme justificativas.
C (III apenas): Errada, a I também está correta.
D (II e III): Errada, a II está incorreta.
Aplicação prática no trauma pélvico: Suspeite pelo mecanismo (alta energia) e instabilidade hemodinâmica. Medidas imediatas: controle do sangramento externo, cinturão pélvico, acesso venoso/IO, ressuscitação hemostática (1:1:1 quando disponível), FAST, radiografia de pelve, e, conforme resposta, embolização ou packing pré-peritoneal. Evite “procurar estabilidade” palpando repetidamente a pelve.
Referências essenciais: ATLS 10ª/11ª ed., American College of Surgeons; PHTLS 9ª ed., NAEMT; UpToDate – Initial management of trauma; Diretrizes do Ministério da Saúde/SAMU para atendimento ao politraumatizado.
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