Gestante, 37 anos, há 4 dias com febre, cefaléia, dor retro ...
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Tema central: O tema é o manejo da gestante com suspeita de dengue sem sinais de alarme, destacando a relevância do diagnóstico precoce, monitoramento laboratorial e abordagem clínico-terapêutica adequada.
Justificativa para a alternativa correta (C):
A paciente apresenta quadro clínico compatível com dengue (febre, cefaleia, dor retro-orbitária, mialgias), sendo gestante—grupo vulnerável para complicações. Segundo o Manual de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento da Dengue na Gestação e no Puerpério (Ministério da Saúde), gestantes com suspeita de dengue, mesmo sem sinais de alarme, devem ter hemograma imediato e monitorização laboratorial frequente devido ao maior risco de evolução e complicações.
O manejo preconizado inclui hidratação oral adequada, prescrição de sintomáticos seguros (como paracetamol, evitando AINES), e avaliação do hemograma em curto intervalo (duas horas), permitindo detectar alterações como queda de plaquetas ou aumento do hematócrito, preditoras de agravamento da dengue. Tal conduta se alinha ao protocolo oficial:
"Solicitar hemograma para avaliar a contagem de plaquetas e comparar o hematócrito com o valor basal [...] repetir hemograma diariamente até 48 horas após cessar a febre."
Análise das alternativas incorretas:
A) Solicitar apenas sorologia e orientar alta, sem monitorização laboratorial imediata, é inadequado para gestantes, pois subestima o risco de evolução rápida para formas graves.
B) Hidratação endovenosa e hemograma após hidratação não é conduta padrão para pacientes sem sinais de alarme, além de retardar a monitorização adequada.
D) Orientar retorno em 1 dia para avaliação laboratorial não condiz com a necessidade de monitoramento precoce e contínuo nas primeiras horas.
E) Internar com hidratação venosa e observação por 48h está indicado apenas para casos com sinais de alarme ou agravamento, o que não é o caso apresentado.
Estratégia de prova: Atenção aos critérios de risco da gestante e à necessidade de monitorização precoce são essenciais para evitar erros comuns. Pegadinhas frequentes incluem a subestimação do risco na gestação e a confusão entre hidratação oral e venosa.
Referência: Manual de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento da Dengue na Gestação e no Puerpério, Ministério da Saúde, 2024.
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