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Q1245480 Medicina
Paciente , 34 anos, feminino, procura serviço médico com quadro de hipertireoidismo por Doença de Grave´s, diagnosticado há dois anos, estando em uso de Tapazol em doses baixas. Ainda pouco tóxica. Traz um Ecocardiograma normal e uma ultrassonografia com tireóide aumentada, sem nódulos. Qual seria a melhor abordagem terapêutica nesse momento ?
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Tema central: A questão aborda a conduta no manejo clínico da Doença de Graves em uma paciente jovem, sintomática há dois anos, ainda com hipertireoidismo, apesar do uso de antitireoidianos em dose baixa.

Comentário dirigido:

Na Doença de Graves, o objetivo do tratamento é controlar a atividade da glândula tireoide e alcançar a remissão do hipertireoidismo. Inicialmente, utiliza-se antitireoidianos como o metimazol (Tapazol), mas em pacientes que, após mais de 18 meses de uso, permanecem com quadro tóxico, considera-se a opção de terapias definitivasradioiodoterapia ou cirurgia.

Segundo a American Thyroid Association ("2016 Guidelines", Seção de tratamento): "Radioiodine therapy is a safe and effective treatment for GD. [...] is the most common treatment for GD in the United States." Isso embasa a escolha da alternativa correta.

Justificando a alternativa correta:
B) Preparação para tratamento com iodoradioativo: Está em concordância com as melhores práticas em casos como este, em que há falha da terapia antitireoidiana em alcançar remissão. A radioiodoterapia oferece alta taxa de sucesso e baixo risco, sobretudo em mulheres jovens, sem contraindicações evidentes (ex: gestação ou oftalmopatia grave).

Análise das alternativas incorretas:

A) Uso de levotiroxina sódica por quatro semanas: Incorreto, pois levotiroxina é indicada para hipotireoidismo, não para pacientes hipertireoideanos.

C) Solicitação de cintilografia tireoidiana: Já foi feito o diagnóstico da Doença de Graves, o exame não vai alterar a conduta nesta fase.

D) Preparação para tratamento cirúrgico: Indicação cirúrgica é restrita a bócios volumosos, suspeita de malignidade, contraindicação à radioiodoterapia, desejo da paciente ou oftalmopatia grave; não é o caso aqui.

E) Manutenção do antitireoidiano por mais 6 meses: Prolongar uso após 18-24 meses apresenta baixa chance de remissão; diretrizes sugerem avaliar opções definitivas após duas tentativas infrutíferas com fármacos.

Orientação para provas: Atenção ao tempo de uso dos antitireoidianos e ausência de remissão, pontos-chave para indicar terapia definitiva.
Evite perder-se por detalhes de exames já realizados e foque no status clínico/laboratorial.

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Comentários

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No caso apresentado, a melhor abordagem terapêutica seria a preparação para tratamento com iodoradioativo, como indicado na alternativa B. O iodo radioativo é um tratamento eficaz para o hipertireoidismo por doença de Graves, podendo ser indicado quando a medicação antitireoidiana não controla adequadamente a doença ou quando há efeitos colaterais significativos. A cintilografia pode ser solicitada para avaliar a captação de iodo pela tireoide antes do tratamento com iodo radioativo. O tratamento cirúrgico pode ser uma opção em casos específicos, como quando há compressão de estruturas adjacentes pela tireoide aumentada ou quando há risco de malignidade.

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