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Q3330638 Medicina
Em relação à Frequência Cardíaca Fetal (FCF) avaliada durante exame de Cardiotocografia, assinale a alternativa INCORRETA
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Tema central: interpretação da Frequência Cardíaca Fetal (FCF) na cardiotocografia (CTG), com ênfase em variabilidade, acelerações e relação com a idade gestacional e a atividade uterina.

Gabarito (INCORRETA): B

Justificativa da alternativa B (incorreta): A FCF é, sim, influenciada pela maturação do sistema nervoso autonômico fetal. O tônus simpático tende a elevar a FCF, enquanto o parassimpático (vagal) aumenta a variabilidade batimento a batimento. A maturação vagal entre 28–32 semanas torna o traçado mais reativo, com acelerações mais frequentes e variabilidade mais organizada. Portanto, negar essa influência contraria a fisiologia e as diretrizes de interpretação da CTG (FIGO 2015/2021; NICHD 2008; ACOG).

Análise das demais alternativas

A – Correta. Acelerações transitórias são marcadores de boa oxigenação e integridade neurológica. Após 32 semanas, definem-se como elevação ≥15 bpm por ≥15 s (padrão 15x15); entre 28–32 semanas, aceita-se 10x10. Sua presença indica reatividade fetal. Referências: NICHD/ACOG; FIGO.

C – Correta. A idade gestacional deve ser considerada: o baseline tende a diminuir ao longo da gestação (aprox. 150–160 bpm no 2º tri, convergindo para 110–160 bpm a termo), e a variabilidade é frequentemente menor nos prematuros por imaturidade autonômica. Fetos <32 semanas podem ter menos acelerações espontâneas, sem que isso signifique hipóxia. Diretrizes FIGO/ACOG reforçam a interpretação dependente da IG.

D – Correta. A FCF deve ser avaliada junto à atividade uterina (tocografia), especialmente no trabalho de parto, para relacionar eventos cardíacos às contrações e diferenciar desacelerações precoces, tardias e variáveis. A categorização (ACOG/NICHD: categorias I–III) exige o contexto das contrações para inferir sofrimento fetal e necessidade de intervenção.

Estratégia para a prova

- Desconfie de afirmações absolutas como “não é influenciada”. Na CTG, maturação neurológica e idade gestacional são determinantes do traçado.

- Verifique definições por IG: aceleração 15x15 ≥32s, 10x10 <32s. Baseline normal 110–160 bpm; variabilidade moderada 6–25 bpm.

- Sempre relacione FCF às contrações para identificar padrões hipóxicos (ex.: desaceleração tardia).

Referências essenciais: FIGO Intrapartum FHR Monitoring (2015/2021); NICHD nomenclature (2008); ACOG Practice Bulletin – Intrapartum Fetal Heart Rate Monitoring; OMS – Cuidados intraparto (2018); UpToDate – Interpretation of intrapartum CTG.

Resumo-chave: a CTG reflete a interação simpático-parassimpático; a IG modula baseline, variabilidade e reatividade; acelerações sugerem boa vitalidade; interpretação sempre em conjunto com a atividade uterina.

Resposta INCORRETA: B.

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