O diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos (SO...

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Q3330636 Medicina
O diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é iminentemente de exclusão, sendo necessário afastar as afecções que podem ter as mesmas manifestações clínicas. Para isso, usam-se as seguintes dosagens hormonais para o diagnóstico diferencial de SOP, EXCETO
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Comentário da Questão – Diagnóstico Diferencial de SOP

Tema central: O foco da questão é quais exames laboratoriais são necessários para o diagnóstico diferencial da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A SOP é um diagnóstico de exclusão: outras doenças que geram manifestações semelhantes devem ser afastadas antes de se firmar esse diagnóstico.

Justificativa da alternativa correta:

A alternativa D) FSH e LH é a EXCEÇÃO. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da SOP do Ministério da Saúde, para excluir causas como disfunção tireoidiana, hiperprolactinemia, hiperplasia adrenal congênita e tumores secretores são utilizados TSH, prolactina, 17-OH-progesterona e testosterona total, respectivamente. Já FSH e LH, ainda que possam apresentar alterações em pacientes com SOP (relação LH/FSH aumentada), não são fundamentais no diagnóstico diferencial das outras doenças.

Análise das alternativas:

A) TSH e prolactina: Fundamentais para afastar disfunções tireoidianas e hiperprolactinemia, cujos sintomas (como irregularidade menstrual e hiperandrogenismo) podem mimetizar SOP. Citações em protocolos do Ministério da Saúde (p. 7).

B) 17-OH-progesterona: Usada para descartar hiperplasia adrenal congênita de início tardio, que pode cursar com anovulação e hiperandrogenismo. Sua dosagem está expressamente recomendada nas diretrizes brasileiras.

C) Testosterona total: Avaliada para descartar tumores secretores de androgênios e outras endocrinopatias. Segundo o Harrison’s: “Elevação severa de androgênios sugere outras causas que não a SOP.”

D) FSH e LH: Sua dosagem pode mostrar elevação da razão LH/FSH na SOP, mas esse dado não faz parte do diagnóstico diferencial e não auxilia na exclusão das doenças acima. Segundo a Associação Médica Brasileira, “A relação LH/FSH >2 pode ocorrer, mas não é critério diagnóstico nem excludente de SOP”.

Pegadinha da questão: Muitos candidatos confundem o uso da relação LH/FSH aumentada no contexto da SOP com um critério diagnóstico diferencial — leia sempre se o comando pede EXCEÇÃO.

Resumo: TSH, prolactina, 17-OH-progesterona e testosterona total são essenciais para excluir causas secundárias de anovulação e hiperandrogenismo. FSH e LH não têm esse papel.

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