A conduta mais indicada para a presença de carcinoma lobular...

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Q3368394 Medicina
A conduta mais indicada para a presença de carcinoma lobular in situ (CLIS) tocando a margem de uma setorectomia para carcinoma invasor é: 
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Tema central: Carcinoma lobular in situ (CLIS) em margem cirúrgica refere-se à presença desse achado histológico na borda da amostra de setorectomia realizada para tratar um carcinoma invasor. O CLIS não é considerado lesão pré-maligna obrigatória, mas sim um marcador de risco para desenvolvimento futuro de câncer de mama invasor, conforme as principais diretrizes brasileiras e internacionais.

Justificativa para a alternativa correta – A) nenhuma conduta adicional local:
Segundo o Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira (AMB), “a biópsia excisional é suficiente para diagnóstico e tratamento desta condição que é somente um fator de risco para o desenvolvimento de carcinoma, e exige vigilância clínica e mamográfica rigorosa” (p. 15). Portanto, quando o CLIS aparece na margem, não há necessidade de ampliação de margens ou de procedimentos cirúrgicos adicionais. O manejo indicado é a vigilância regular, já que o risco de recorrência local não aumenta significativamente por conta do CLIS residual.

Essa conduta é reforçada por revisões atuais (UpToDate; Manual MSD) e pela SBM, que consideram o CLIS um achado de risco, não de obrigatoriedade de intervenção agressiva quando presente em margens.

Análise das alternativas incorretas:

B) ampliação de margens: Incorreta. Não está indicada para CLIS puro em margem, pois não reduz o risco de recidiva local nem modifica o prognóstico.

C) mastectomia bilateral: Incorreta. É indicação excessiva e não se justifica para CLIS em margem, salvo em casos sindrômicos/genéticos de alto risco ou múltiplas lesões, o que não está descrito aqui.

D) dose adicional de radioterapia adjuvante: Incorreta. Boost de radioterapia é reservado para margem positiva de tumor invasor ou carcinoma in situ ductal (CDIS), mas não para CLIS em margem.

Dicas de prova e pegadinhas:
Atente-se ao conceito de “fator de risco” versus “lesão pré-maligna”. Questões podem induzir erro sugerindo conduta mais agressiva. As diretrizes atuais orientam que a presença de CLIS em margem não motiva reintervenção local.

Referência: Projeto Diretrizes AMB, p. 15; SBM; UpToDate.

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