Na rotina de abdome agudo, em um paciente com suspeita de pn...

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Ano: 2008 Banca: CESGRANRIO Órgão: SECAD-TO
Q1195852 Medicina
Na rotina de abdome agudo, em um paciente com suspeita de pneumoperitôneo, não havendo a possibilidade da realização da incidência em ortostática, qual é a incidência complementar?
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o diagnóstico radiológico do pneumoperitônio, presença anormal de ar livre na cavidade peritoneal, geralmente secundário à perfuração de víscera oca—condição potencialmente grave e comum em quadros de abdome agudo.

Justificativa da alternativa correta (A):
A radiografia do abdome em perfil, em decúbito dorsal com raios horizontais é a incidência complementar indicada quando o paciente não pode ficar em ortostase. Nessa técnica, o ar livre sobe e se acumula entre a parede abdominal anterior e as alças intestinais, facilitando sua visualização. Conforme descrito em referência da Radiologia Brasileira e manuais como o Fleischner’s Textbook of Radiology, essa incidência é sensível para detectar pequenas quantidades de ar livre, sendo especialmente útil em pacientes graves, acamados ou pediátricos.

Destaque: Em contexto de emergência, a identificação rápida do pneumoperitônio altera totalmente a conduta clínica (cirurgia de urgência).

Análise crítica das alternativas incorretas:

B) Radiografia do abdome em decúbito em posteroanterior.
Incorreta porque essa incidência não favorece o deslocamento do ar livre entre as alças e facilmente pode perder pequenas coleções gasosas. O ideal é utilizar raio horizontal nesses casos.

C) Radiografia do abdome em oblíqua anteroposterior direita, com o paciente em decúbito.
Inadequada, pois a oblíqua não promove evidência do pneumoperitônio e não é preconizada em protocolos para detecção de ar livre.

D) Radiografia do abdome em perfil, com o paciente em decúbito lateral direito.
Apesar de utilizada, o padrão em casos de suspeita de pneumoperitônio é realizar o decúbito lateral esquerdo com raio horizontal (DLESS), pois assim o ar ascende sob a parede abdominal anterior, favorecendo sua identificação, principalmente se há suspeita de pequenas quantidades de ar. O decúbito lateral direito não é o padrão recomendado.

E) Radiografia do tórax em Laurell.
O método Laurell não existe na literatura médica. O citado pode induzir ao erro por parecer um termo técnico.

Dicas para a prova: Atenção a detalhes de posicionamento do paciente e direção do raio, pois são frequentes pegadinhas em questões de diagnóstico por imagem. Sempre relacione fisiopatologia (ar livre sobe) com técnica radiológica.

Evidência complementar: Segundo Fleischner, 2019: “A radiografia em decúbito com raio horizontal, principalmente em pacientes que não permanecem ortostáticos, aumenta a sensibilidade para detecção de pequenos volumes de ar livre.”

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A ALTERNATIVA CORRETA É: A - Radiografia do abdome em perfil, em decúbito dorsal com raios horizontais.

JUSTIFICATIVA: Quando não é possível realizar a incidência em ortostática em pacientes com suspeita de pneumoperitônio, a radiografia do abdome em perfil, com o paciente em decúbito dorsal e raios horizontais, é a alternativa indicada. Isso ocorre porque, na posição de decúbito dorsal, o ar ascende à parte superior da cavidade abdominal, permitindo a visualização do pneumoperitônio como uma coleção de ar sob o diafragma, quando a radiografia é feita com raios horizontais. Esse método é usado para detectar a presença de ar livre na cavidade peritoneal, que é indicativo de perfuração intestinal.

ANÁLISE DAS ALTERNATIVAS INCORRETAS:

  • B. Radiografia do abdome em decúbito em posteroanterior
  • Incorreta. A incidência em decúbito posteroanterior não é indicada para detectar pneumoperitônio, pois não permite a visualização do ar livre na cavidade peritoneal de forma tão eficaz quanto a técnica de raios horizontais.
  • C. Radiografia do abdome em oblíqua anteroposterior direita, com o paciente em decúbito
  • Incorreta. A incidência em obliqua anteroposterior não é adequada para a avaliação de pneumoperitônio, pois não oferece a visualização ideal do ar livre nas cavidades peritoneais. A técnica mais eficaz é a radiografia em perfil com raios horizontais.
  • D. Radiografia do abdome em perfil, com o paciente em decúbito lateral direito
  • Incorreta. Embora a radiografia em perfil seja útil, o paciente não deve ser colocado em decúbito lateral direito para a detecção de pneumoperitônio, pois a posição mais indicada é o decúbito dorsal com raios horizontais, facilitando a visualização do ar ascendente.
  • E. Radiografia do tórax em Laurell
  • Incorreta. A radiografia em Laurell não é um protocolo para a avaliação de pneumoperitônio. Esse tipo de incidência é mais utilizado para visualizar derrames pleurais ou outras patologias pulmonares, não sendo adequado para a visualização de ar na cavidade abdominal.

EM RESUMO:

  • A alternativa A, radiografia em perfil com raios horizontais, é correta, pois é a técnica mais indicada para avaliar pneumoperitônio em pacientes que não podem ser posicionados em ortostática.
  • As alternativas B, C, D e E são incorretas, pois não são indicadas para a avaliação eficiente de pneumoperitônio.

PONTOS CHAVE:

  • O uso de raios horizontais em radiografia do abdome, com o paciente em decúbito dorsal, é essencial para detectar pneumoperitônio, especialmente quando a posição ortostática não é possível.

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