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Q3194127 Medicina
Uma criança de 8 anos é trazida ao prontosocorro com quadro de convulsão tônico-clônica generalizada há mais de 5 minutos, sem sinais de cessação. A mãe relata que a criança tem epilepsia, mas nunca apresentou crises tão prolongadas. Diante desse quadro de mal convulsivo, qual a conduta inicial mais adequada? 
Alternativas

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Tema central: Status epilepticus convulsivo em criança — crise tônico-clônica generalizada com duração ≥5 minutos. É uma emergência tempo-dependente: quanto mais prolongada, maior o risco de hipóxia, acidose, lesão neuronal e refratariedade.

Alternativa correta: CIniciar oxigenoterapia, obter acesso venoso e administrar benzodiazepínico IV em bolus.

Justificativa e raciocínio clínico: A conduta inicial deve seguir ABC: via aérea, respiração e circulação, com oxigênio suplementar, monitorização (SpO2, FC, PA) e acesso venoso. Em seguida, primeira linha é benzodiazepínico IV: lorazepam 0,1 mg/kg (máx. 4 mg) ou diazepam 0,15–0,2 mg/kg (máx. 10 mg); alternativa IV é midazolam 0,1–0,2 mg/kg. Verificar glicemia capilar e corrigir hipoglicemia. Se não cessar em 5–10 min, partir para segunda linha (fosphenytoína 20 mgPE/kg, levetiracetam 40–60 mg/kg ou valproato 20–40 mg/kg, conforme contraindicações). Essa sequência é recomendada por PALS/AHA, SBP e ILAE.

Como interpretar a questão: “>5 minutos” define status epilepticus (ILAE, 2015). Em ambiente hospitalar, a via IV é a mais rápida e segura; priorize ABC + benzodiazepínico IV.

Análise das alternativas incorretas:

  • A — Diazepam via oral é inadequado: absorção lenta, risco de aspiração em paciente convulsando e atraso terapêutico. Não atende à urgência do status. Diretrizes não recomendam VO nessa situação.
  • B — Midazolam IM é eficaz quando não há acesso venoso (RAMPART), especialmente no pré-hospitalar. Contudo, a “conduta inicial mais adequada” no pronto-socorro é ABC + acesso venoso + benzodiazepínico IV. Além disso, a alternativa omite oxigênio e checagem de glicemia.
  • D — EEG não é prioridade na fase convulsiva inicial. Primeiro estabiliza e trata. EEG é útil após controle para investigar status não convulsivo ou refratariedade.
  • E — Aguardar é perigoso; o tempo é cérebro. Fenitoína via oral é lenta e não é droga de escolha nesse contexto. A segunda linha deve ser parenteral e precoce.

Dicas de prova (pegadinhas): - Se não houver acesso IV imediato, benzodiazepínico IM/IN/bucal é aceitável; no hospital, priorize IV. - Sempre checar glicemia capilar. - Não perca tempo com exames antes de estabilizar.

Referências essenciais: AHA/PALS (2020–2024) manejo do status convulsivo; ILAE 2015 definição de status epilepticus; SBP – Suporte Avançado de Vida em Pediatria; UpToDate – Convulsive status epilepticus in children: Management.

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