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Q3194116 Medicina
O estado de mal asmático é uma emergência pediátrica que requer diagnóstico rápido e tratamento adequado. Sobre o exame físico de uma criança em estado de mal asmático, é correto afirmar que:
Alternativas

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Tema central: estado de mal asmático em pediatria é uma exacerbação grave, com obstrução brônquica difusa e aumento do trabalho respiratório. Requer reconhecimento rápido de sinais de gravidade no exame físico e monitorização contínua. (Referências: GINA 2024, SBP, UpToDate)

Alternativa correta: EJustificativa: taquipneia, uso de musculatura acessória (tiragem intercostal, batimento de asa nasal) e sibilos expiratórios indicam obstrução e esforço ventilatório. Sonolência, diminuição dos movimentos respiratórios e eventualmente “tórax silencioso” são sinais de fadiga e falência ventilatória iminente, exigindo intervenção imediata e potencial suporte ventilatório. Em casos graves, a normalização de PaCO₂ não é tranquilizadora; elevação ou normalização de PaCO₂ pode indicar hipoventilação por exaustão. (GINA/SBP/UpToDate)

Análise das alternativas incorretas:

A) Embora sibilos bilaterais sejam típicos, a ausência de sibilos não indica necessariamente melhora. Em crise grave, o fluxo de ar pode estar tão reduzido que a ausculta torna-se silenciosa (“silent chest”), um alarme de gravidade. A melhora verdadeira se confirma por redução do esforço ventilatório, fala mais confortável e SpO₂ adequada.

B) Em quadros graves, a frequência respiratória não normaliza rapidamente após broncodilatador. Taquipneia pode persistir por horas. Queda abrupta da FR com manutenção de esforço ou piora do nível de consciência sugere fadiga, não eficácia. (UpToDate)

C) Roncos refletem secreções em vias aéreas maiores e não são a principal característica da asma. O achado típico é o sibilo expiratório difuso. Roncos podem coexistir, mas não definem o quadro. (SBP)

D) Afirmar que a oximetria é raramente útil está incorreto. A SpO₂ é fundamental para estratificar gravidade e guiar oxigenoterapia. SpO₂ < 92–94% sugere crise moderada a grave; alvo terapêutico: 94–98%. (GINA/SBP)

Estratégia para provas: Desconfie de enunciados que associam “ausência de sibilos” a melhora imediata — lembre do tórax silencioso. Valorize sinais de fadiga (sonolência, bradipneia, diminuição de tiragens) e use a SpO₂ como dado objetivo.

Conduta essencial (resumo prático): Oxigênio para manter SpO₂ 94–98%; SABA em doses repetidas/continuamente + ipratrópio em crises moderadas/graves; corticosteroide sistêmico precoce; considerar MgSO₄ IV em refratariedade; monitorização estreita e suporte ventilatório se sinais de falência. (GINA/SBP/UpToDate)

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