O Manual da Folha de S. Paulo define assim o nariz de cera: ...
O Manual da Folha de S. Paulo define assim o nariz de cera: “Parágrafo introdutório que retarda a entrada no assunto específico do texto. É sinal de prolixidade incompatível com jornalismo”. Leia o texto abaixo, escrito com nariz de cera.
“A astronomia já viveu grandes revoluções em sua história. Das esferas de cristal, que sustentavam os astros em seus postos fixos, à revolução de Nicolau Copérnico (1473 1543) e às elipses de Johannes Kepler (1571- 1630), muitos séculos de observação foram necessários para mudar a imagem do céu. O século 20 não poderia fugir à regra. Uma descoberta anunciada na semana passada pela revista britânica Nature confirma o padrão. Astrônomos do Observatório Austral Europeu (ESO, na sigla em inglês) detectaram o primeiro planeta fora do Sistema Solar”
(Publicado no jornal O Estado de S. Paulo).
É correto afirmar que o texto fere o princípio da
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Tema central: Interpretação de texto voltada à produção jornalística, com ênfase no princípio da objetividade e no conceito de "nariz de cera".
Comentário: O “nariz de cera” caracteriza o parágrafo introdutório longo que retarda o acesso ao tema central do texto jornalístico, trazendo informações que poderiam ser dispensadas ou resumidas. Isso fere um dos principais valores do texto jornalístico: objetividade.
Segundo o Manual da Folha de S.Paulo, a objetividade requer exposição direta dos fatos, sem rodeios ou excesso de contextualização. Como bem explica Rocha Lima, “o texto eficiente é aquele que leva o leitor rapidamente ao núcleo da informação”. Portanto, a existência do “nariz de cera” no texto demonstra desvio desse princípio.
Justificativa da alternativa correta – C) Objetividade: O texto apresentado perde tempo com contextualizações históricas excessivas, retardando a comunicação da informação principal: a descoberta de um exoplaneta. Esse excesso de introdução prejudica a fluidez e a clareza que caracterizam a objetividade, tornando o texto mais prolixo e menos eficaz na transmissão da notícia, o que contraria o esperado de um redator para veículos jornalísticos.
Análise das alternativas incorretas:
A) Precisão: A precisão envolve rigor e exatidão das informações. O texto não traz dados incorretos ou imprecisos, apenas se alonga desnecessariamente.
B) Concisão: Embora a prolixidade do “nariz de cera” também afete a concisão, o conceito central aqui é o desvio da objetividade.
D) Correção: Relaciona-se ao uso correto da língua padrão; o texto não apresenta erros gramaticais nem ortográficos.
E) Simplicidade: Simplicidade diz respeito à linguagem acessível. Embora a introdução seja longa, não é complexa ou rebuscada o suficiente para ferir esse princípio.
Estratégia: Quando a banca pergunta sobre princípios fundamentais do texto jornalístico e menciona nariz de cera, priorize alternativas como “objetividade” e desconfie de pegadinhas que envolvam precisão ou concisão. Use a leitura atenta para perceber se o problema é de excesso formal, de clareza (simplicidade) ou de estrutura (objetividade).
Resumo: O “nariz de cera” prejudica o texto por retardar a informação principal, descumprindo o princípio da objetividade — essencial para o redator.
Gabarito: C) Objetividade
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