Sobre os princípios aplicados para a divisão de camadas do m...
I. Uma camada deve ser criada onde houver necessidade de outro grau de abstração.
II. Cada camada deve executar uma função bem definida.
III. A função de cada camada deve ser escolhida tendo em vista a definição de protocolos padronizados internacionalmente.
IV. Os limites de camadas devem ser escolhidos para minimizar o fluxo de informações pelas interfaces.
V. O número de camadas deve ser grande o bastante para que funções distintas não precisem ser desnecessariamente colocadas na mesma camada e pequeno o suficiente para que a arquitetura não se torne difícil de controlar.
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Tema central da questão: Princípios para a divisão em camadas do Modelo OSI.
Esta questão avalia o conhecimento sobre os parâmetros adotados na segmentação da arquitetura OSI, um tema recorrente em provas para Analista de TI e essencial para a compreensão das Redes de Computadores modernas.
Comentário detalhado:
I. Uma camada deve ser criada onde houver necessidade de outro grau de abstração.
Esse é um princípio fundamental do Modelo OSI: sempre que há necessidade de abstrair novas funcionalidades, cria-se uma nova camada. Isso aumenta a modularidade e facilita a manutenção e atualização dos sistemas.
II. Cada camada deve executar uma função bem definida.
Separar funções evita sobreposição, facilita o diagnóstico de falhas e a implementação independente de cada protocolo. Por exemplo, a camada Aplicação lida com dados do usuário, enquanto a Física transmite bits pelo meio físico — cada uma com funções claras.
III. A função de cada camada deve ser escolhida tendo em vista a definição de protocolos padronizados internacionalmente.
Um dos objetivos do OSI é garantir a interoperabilidade entre fabricantes — para isso, os protocolos de cada camada devem poder ser normatizados internacionalmente (por exemplo, o protocolo TCP na camada Transporte segue esse princípio).
IV. Os limites de camadas devem ser escolhidos para minimizar o fluxo de informações pelas interfaces.
Esta regra visa que apenas o necessário seja trocado entre camadas, otimizando desempenho e reduzindo a complexidade das interfaces. Assim, cada camada tem autonomia e exige pouca informação da camada vizinha.
V. O número de camadas deve equilibrar separação e controle.
O OSI não poderia ter poucas camadas (funções sobrecarregadas) e nem muitas (arquitetura difícil). O equilíbrio, como ensinam Comer e Tanenbaum, torna a arquitetura fácil de gerenciar e evoluir.
Estratégia de resolução: ler cada assertiva buscando termos-chave presentes nos livros-base de redes (Tanenbaum, Kurose & Ross), evitando confundir conceitos generalistas como "otimizar ao máximo a performance" (quando, na verdade, o foco maior é a modularização e padronização).
Alternativas incorretas: Todas as opções que omitem qualquer uma das afirmativas apresentam entendimento incompleto da segmentação do modelo, contrariando a doutrina clássica.
Resposta correta: E) I, II, III, IV e V
Esses princípios estão plenamente alinhados às principais referências da área e ao padrão definido pela ISO.
Resumo para concurso: lembre-se de que o modelo OSI é estruturado para garantir independência, clareza, padronização internacional e eficiência na troca de informações, com equilíbrio no número de camadas.
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