Os quatro primeiros versos do poema têm apenas um verbo, e r...
Leia o poema seguinte para responder à próxima questão.
“Órion”- (Carlos Drummond de Andrade).
A primeira namorada, tão alta
Que o beijo não alcançava,
O pescoço não alcançava,
Nem mesmo a voz alcançava.
Eram quilômetros de silêncio.
Luzia na janela do sobradão.
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Gabarito comentado
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Tema central: Morfologia – Tempos e Modos Verbais.
A questão explora o reconhecimento do tempo e modo verbal em um trecho poético de Carlos Drummond de Andrade, fundamental para acertar diversas questões em provas de Língua Portuguesa em concursos públicos, especialmente para o cargo de Agente Fiscal.
Justificativa da alternativa correta:
O verbo “alcançava”, repetido nos quatro primeiros versos, está conjugado no pretérito imperfeito do indicativo. Segundo Celso Cunha e Lindley Cintra, este tempo verbal é usado para expressar ações contínuas, habituais ou não finalizadas no passado. No poema, o eu-lírico descreve a dificuldade persistente em alcançar algo (“o beijo não alcançava, o pescoço não alcançava, nem mesmo a voz alcançava”), ou seja, um fato prolongado no passado, sem indicar conclusão.
Exemplo prático: “Quando eu era criança, brincava na rua.” — Note que esse brincar era um hábito no passado.
Análise das alternativas:
A) Pretérito perfeito do indicativo: Incorreta. Expressa ação concluída no passado (ex.: “alcançou”). O poema não transmite conclusão, mas continuidade.
B) Pretérito imperfeito do indicativo: Correta. Descreve ação contínua ou repetida no passado não finalizada, exatamente o sentido trazido por “alcançava”.
C) Pretérito mais-que-perfeito do indicativo: Incorreta. Indica ação anterior a outra já passada (“alcançara”), o que não se encaixa no contexto dos versos.
D) Pretérito imperfeito do subjuntivo: Incorreta. Expressa hipótese ou condição (“se alcançasse”), diferente do emprego afirmativo e descritivo do verbo nos versos.
Estratégia para provas: Sempre observe o final dos verbos (ex: "-ava", "-ia") e o sentido temporal da frase. Fique atento para não confundir pretérito imperfeito do indicativo (“fato em andamento ou rotina no passado”) com pretérito perfeito (“ação concluída”). Isso é uma “pegadinha” clássica!
Resumo da regra: O pretérito imperfeito do indicativo exprime ação não terminada, habitual ou prolongada no passado (Bechara, Gramática Escolar da Língua Portuguesa).
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GABARITO LETRA B. O VERBO ESTÁ NO PRETÉRITO IMPERFEITO DO INDICATIVO.
AVA = É A MARCA DO PRETÉRITO IMPERFEITO
ARA = PRETÉRITO MAIS QUE PERFEITO
Pretérito imperfeito: presença das terminações VA-IA-NHA-ERA indicando imperfeição.
Gabarito letra b).
Segue um mnemônico para o Pretérito Imperfeito do Indicativo:
"Era ele que vinha dando vaia" + punha + tinha
Era = Verbo "Ser" passa a ser "era".
Vinha = Verbo "Vir" passa a ser "vinha" (VÁLIDO PARA SEUS DERIVADOS).
Va = Verbos terminados em "ar" ou "or" passam a ser terminados em "va". (Alcançar -> Alcançava)
Ia = Verbos terminados em "er" ou "ir" passam a ser terminados em "ia" (NÃO CONFUNDIR COM "RIA" QUE É FUTURO DO PRETÉRITO DO INDICATIVO).
Punha = Verbo "Pôr" passa a ser "punha" (VÁLIDO PARA SEUS DERIVADOS).
Tinha = Verbo "Ter" passa a ser "tinha" (VÁLIDO PARA SEUS DERIVADOS).
Ia = Verbos terminados em "er" ou "ir".
Punha = Verbo "Pôr".
Tinha = Verbo "Ter".
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Para se descobrir um verbo está no pretérito imperfeito do indicativo, coloca-se a expressão "NAQUELA ÉPOCA + pessoa + verbo"
Naquela época ele alcançava
ALTERNATIVA - B
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