Paciente masculino, etilista, com queixa de febre e tosse p...

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Ano: 2013 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2013 - UFRJ - Médico pneumologista |
Q2909212 Medicina
Paciente masculino, etilista, com queixa de febre e tosse produtiva com abundante expectoração com odor fétido procurou assistência médica. Com a realização de radiograia de tórax, observou-se imagem compatível com abscesso pulmonar. A seguir, foi indicada:
Alternativas

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Tema central da questão: O foco é o abscesso pulmonar, uma infecção pulmonar supurativa, comum em pacientes com fatores de risco como etilismo, apresentando febre, tosse produtiva e expectoração fétida – sintomas clássicos. O tratamento imediato e empírico é crucial devido ao risco de complicações e à dificuldade de identificação imediata do agente etiológico.

Justificativa da alternativa correta (A): A conduta recomendada é a antibioticoterapia empírica por pelo menos quatro semanas. Isso se fundamenta no risco de flora mista – especialmente anaeróbios, frequentemente presentes em pacientes com aspiração orofaríngea. A literatura, como o Manual MSD para Profissionais de Saúde (seção Abscesso Pulmonar) orienta: “O tratamento é geralmente feito com betalactâmico/inibidor da betalactamase” e deve durar de 4 a 8 semanas, dependendo da resposta clínica e radiológica. Antecipar o início da terapia é fundamental: aguardar identificação etiológica pode atrasar o tratamento, elevando morbimortalidade.

Análise das alternativas incorretas:

B) Solicitação de cultura do escarro espontâneo para escolha dos antibióticos: Embora útil em algumas situações, o escarro raramente identifica anaeróbios; o tratamento não deve esperar os resultados da cultura, como enfatizam as diretrizes internacionais. Dica de prova: Se houver indicação de atraso injustificado ao tratamento, desconfie da alternativa.

C) Hemocultura para escolha da terapia: A hemocultura pode guiar terapias em casos graves, mas, como ressalta o UpToDate e o Harrison’s, apenas uma minoria será positiva; não é critério determinante para iniciar antibiótico.

D e E) Antibioticoterapia por 2 ou 3 semanas + fisioterapia respiratória: As diretrizes e artigos científicos (ex: Medway, Manual MSD) reforçam que tratamento inferior a 4 semanas é insuficiente para garantir erradicação da infecção. A fisioterapia pode ser útil no manejo de secreções, mas nunca em detrimento de um regime antibiótico adequado e prolongado.

Pontos-chave para a prova: Em quadros pulmonares infecciosos graves, nunca adie o tratamento empírico aguardando exame laboratorial. Atenção à duração mínima de 4 semanas de antibiótico, atendendo aos riscos de recidiva com terapêutica curta. Baseie-se sempre nas recomendações padronizadas de sociedades científicas e protocolos internacionais.

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