A Revolução de 30 constituiu-se na maior inflexão da históri...

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Q28961 História
Nossa aventura histórica é singular. Por isso e por realizar-se
nos trópicos, ela é inteiramente nova. Se nossas classes dominantes se
revelam infecundas, o mesmo não se passa com o povo, no seu
processo de autocriação. E é com essa vantagem de sermos mestiços,
que vamos chegar ao futuro.
Foi, aliás, em busca do futuro que passamos todo um século a
indagar quem somos, e o que queremos ser, e a projetar imagens de
nós mesmos, espelho contra espelho. A cada sístole e a cada diástole
desses cem anos corresponderam visões otimistas e pessimistas,
barrocas e contidas, esperançosas e desalentadas. Pois cada momento
- o da Belle Époque, o da Revolução de 30, o do Estado Novo, o da
redemocratização, o do dia seguinte ao suicídio de Getúlio Vargas, o
do desenvolvimentismo dos anos 50, o do regime militar e o da
segunda redemocratização - refez o retrato do Brasil. Mudou, ao
longo do tempo, a linguagem com que nos descrevemos. E mudou
também o país acerca do qual se dissertava. Lidos um após outro, os
nossos evangelistas soam dissonantes, mas, juntos, se corrigem ou
polifonicamente se completam.

Alberto da Costa e Silva. Quem fomos nós no século XX: as grandes interpretações do
Brasil. In: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta: a experiência brasileira
(1500-2000) - a grande transação. São Paulo: SENAC, 2000, p. 38, (com adaptações).

A partir da análise contida no texto apresentado e considerando
aspectos significativos da trajetória republicana brasileira, julgue os
itens que se seguem.
A Revolução de 30 constituiu-se na maior inflexão da história republicana brasileira, quer pela radical ruptura que promove em relação aos métodos e às práticas políticas da República Velha, quer pelo modelo inovador - para muitos, verdadeiramente revolucionário - de Estado que implantou. Seu maior legado foi a modernização econômica e política do país, além de ter inaugurado uma política externa de elevado grau de autonomia, que colocou o país fora da rota de polarização ideológica que caracterizava a política internacional às vésperas da Segunda Guerra.
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Outro erro grotesco na última frase: "ter inaugurado uma política externa de elevado grau de autonomia, que colocou o país fora da rota de polarização ideológica que caracterizava a política internacional às vésperas da Segunda Guerra". A política externa da Era Vargas é marcada justamente por oscilar entre um pólo e outro às vésperas da Segunda Guerra (diplomacia pendular)

Atenção!
Gerson Moura: não se baseia em lógica pendular, as relações pragmáticas com os EUA e com a Alemanha são simultâneas. Porém na eclosão da guerra o equilíbrio fica instável - queda importante no comércio com a Alemanha, e com o ataque a Pearl Harbour  o equilíbrio é quebrado.
BATATA PODRE: "além de ter inaugurado uma política externa de elevado grau de autonomia"
Complementando a correção do colega:
Segundo Gerson Moura, a política externa de Getúlio Vargas não é do tipo pendular, pois não oscila entre os EUA e a Alemanha, mas uma política de "Equidistância Pragmática" (segundo conceito do próprio Gerson Moura), em que visava ampliar os ganhos diplomáticos brasileiros, atuando, simultaneamente, em dois polos (EUA e Alemanha). Nesse momento, não havia uma aproximação excessiva nem de um lado nem do outro. Entretanto, com a entrada oficial dos EUA para a guerra, com o bloqueio naval sofrido pela Alemanha (que impediu que armamentos adquiridos pelo brasil fossem recebidos), e pela questão dos "Navios Surtos", houve uma decisão de declarar gurerra à Alemanha e de se manter um apoio aos EUA, desfazendo-se a política da "Equidistância Pragmática".

Ainda não entendi o erro da questão.

(A questão não fala que a política externa era pendular.)

A política externa de GV não era autônoma?

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