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Q781397 Medicina
  Uma criança de quatro anos de idade acordou com vômito, dor abdominal e respiração rápida, motivos pelos quais a mãe a levou ao pronto-socorro. No exame físico, constatou-se desidratação, emagrecimento, taquipneia, hálito cetônico e boa perfusão periférica. A mãe relatou que a criança havia perdido cerca de quatro quilos nos dois últimos meses, apesar de ter apresentado aumento do apetite. Informou ainda que a criança estava bebendo muito líquido e que voltou a urinar na cama. O médico solicitou a realização de alguns exames dos quais os principais resultados laboratoriais foram os seguintes: glicemia = 300 mg/dL; gasometria = pH de 7,1; bicarbonato = 14,9; e pesquisa de cetonuria positiva. Além desses exames, também foi solicitada a dosagem sérica de sódio e de potássio.

A respeito desse caso clínico, julgue o item subsecutivo.

Caso o resultado da dosagem sérica de potássio desse paciente seja < 6,5 mEq/L, deve-se iniciar a infusão de potássio na velocidade de 0,5 mEq/kg/hora a partir da segunda fase de expansão (20 mL/kg/hora).

Alternativas

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Tema central da questão: O caso trata da cetoacidose diabética (CAD) em pediatria, especialmente dos cuidados com a reposição de potássio durante o tratamento. A CAD é uma emergência metabólica caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia/cetonúria, exigindo atenção à manutenção eletrolítica e à hidratação da criança.

Raciocínio clínico e fundamentação para a alternativa correta (C: certo): Durante o tratamento da CAD, ao iniciar a insulinoterapia e a correção da acidose, o potássio extracelular tende a cair rapidamente devido ao deslocamento do íon para o meio intracelular. Por isso, mesmo que a concentração inicial esteja normal ou levemente aumentada, há alto risco de rápida hipocalemia.

Segundo o Protocolo de Manejo da Cetoacidose Diabética em Crianças e Adolescentes da EBSERH (seção de Distúrbios Eletrolíticos), “Potássio (K): iniciar reposição de K+ na segunda fase de expansão (20 mL/kg/hora), se K+ sérico < 6,5 mEq/L, na velocidade de 0,5 mEq/kg/hora.”

No caso apresentado, se o potássio sérico for inferior a 6,5 mEq/L, a conduta correta é iniciar a infusão de potássio a 0,5 mEq/kg/h a partir da segunda fase de expansão volêmica para prevenir hipocalemia e suas complicações (como arritmias cardiovasculares graves).

Análise crítica das alternativas:

C (certo): Correta: Está de acordo com as principais diretrizes nacionais (como do Ministério da Saúde e EBSERH) e international (ISPAD). Respeita a sequencia lógica do manejo eletrolítico.

E (errado): Incorreta: Seria um erro grave não repor potássio nessa situação. A não reposição pode causar hipocalemia importante, aumentando o risco de eventos adversos graves durante o tratamento com insulina.

Pontos-chave e “pegadinhas” para provas: O potássio pode estar normal ou até elevado no início, mas cairá com a insulinoterapia. É obrigatório iniciar a reposição caso seja menor que 6,5 mEq/L, inclusive em crianças com função renal preservada. Atenção à velocidade correta da infusão e ao momento (segunda expansão).

Referências e obras de apoio: Manual de Pediatria da SBP, Protocolos do Ministério da Saúde (Cetoacidose Diabética), e UpToDate.

Mantenha atenção à análise dos distúrbios hidroeletrolíticos, sempre correlacionando achados laboratoriais ao manejo clínico, como exigem os concursos públicos.

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A questão trata de um caso clínico de uma criança que apresenta sintomas clássicos de diabetes mellitus tipo 1, tais como emagrecimento, apesar do aumento de apetite, poliúria (urinar muito), polidipsia (beber muito líquido), hálito cetônico e glicemia alta (300 mg/dL). O texto a ser julgado é correto. Caso o nível de potássio sérico desse paciente seja inferior a 6,5 mEq/L, a infusão de potássio deve ser iniciada na velocidade indicada, a partir da segunda fase de expansão, como uma forma de tratar a hipopotassemia, que é um desequilíbrio eletrolítico que pode ocorrer durante o tratamento do cetoacidose diabética, uma complicação potencialmente letal do diabetes. A expansão volumétrica, com solução salina, é um componente chave do tratamento da cetoacidose diabética, ajudando a reverter a desidratação, melhorar a perfusão renal e reduzir os níveis de hormônios contrarregulatórios. Durante a segunda fase de expansão, a infusão de potássio é necessária para evitar a hipopotassemia.

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