A descentralização promovida pela tecnologia blockchain imp...
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Gabarito comentado
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Alternativa correta: E (Errado)
Tema central:
A questão trata do blockchain, uma tecnologia famosa por sua descentralização e uso em criptomoedas, mas que também está presente em outros contextos de segurança digital e gestão de dados. O desafio está em compreender se essa descentralização impede ou não a aplicação de políticas de acesso e controle sobre os dados da rede.
Resumo teórico:
O blockchain é, de fato, uma estrutura descentralizada, ou seja, não depende de uma autoridade central para validar e registrar transações. Cada participante possui uma cópia do registro. No entanto, existem mecanismos de controle nesta tecnologia, permitindo que diferentes tipos de redes blockchain implementem regras para acesso, escrita e validação.
Por exemplo, no blockchain público (como o Bitcoin), qualquer pessoa pode participar, mas em blockchains privados ou permissionados (como Hyperledger Fabric), há restrições de acesso e controle rigoroso sobre quem pode ler ou gravar informações. Assim, políticas de acesso e controle são plenamente possíveis e aplicáveis.
Fonte: IBM Blockchain - Conceitos básicos
Justificativa detalhada da alternativa correta:
A afirmação de que "a descentralização promovida pelo blockchain impede a aplicação de políticas de acesso e controle" está errada. Mesmo em sistemas descentralizados, é possível definir diferentes níveis de permissão. Redes permissionadas, inclusive, são largamente utilizadas em empresas e consórcios justamente por permitirem esse tipo de controle do acesso.
Estratégia para interpretação:
Fique atento a afirmações absolutas, como “impede” ou “todos possuem os mesmos direitos”. Questões de concursos costumam usar esse tipo de generalização como pegadinha. Procure lembrar que tecnologias modernas, especialmente em ambientes organizacionais, costumam ser flexíveis e adaptáveis a diferentes níveis de controle.
Resumo: Blockchain pode sim adotar políticas de acesso e controle, dependendo de sua configuração. A descentralização não elimina essa possibilidade.
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Comentários
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Negativo, a blockchain trabalha com contratos inteligentes (smart contracts), que impõe uma certa política de acesso e autenticação. Tanto é verdade que temos vários exemplos de blockchains privadas (Corda, Ripple...)
A afirmação está errada.
Embora blockchains públicas permitam que qualquer participante valide transações, isso não significa que todas as redes tenham a mesma política de acesso ou que seja impossível impor controles. Plataformas empresariais, como o Hyperledger Fabric, são redes “permissionadas” cuja configuração é gerenciada por políticas que determinam quem pode ler ou escrever dados e quem exerce funções administrativas; essas políticas são usadas para criar controles de acesso avançados. Em redes desse tipo, o modelo de governança e as políticas de acesso são personalizados para garantir que apenas partes autorizadas possam ver ou interagir com as informações registradas. Dessa forma, a descentralização não impede a definição de regras de acesso; ao contrário, existem blockchains privadas, híbridas e de consórcio nas quais os direitos de cada participante sobre os dados são diferenciados e definidos por acordo dos membros.
Errado! Não impede nada!
Só complementando: A tecnologia blockchain é a base de criptomoedas como o Bitcoin, mas também pode ser aplicada a diversos setores, como logística, saúde e gestão de identidade.
Errado.
A afirmação é falsa, especialmente no contexto de blockchains permissionadas (corporativas). Nesses sistemas, é possível e comum definir políticas de acesso e controle granulares, onde diferentes participantes possuem direitos e papéis distintos, reforçados por contratos inteligentes.
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Blockchain é uma tecnologia de registro distribuído que permite armazenar informações de forma segura, transparente e imutável.
Os dados são organizados em blocos, ligados em sequência (uma “cadeia”), em que cada bloco contém registros de transações e uma referência criptográfica ao anterior.
Seu grande diferencial é a descentralização.
Em vez de depender de uma única autoridade ou servidor, cópias da cadeia são mantidas por todos os participantes da rede, tornando praticamente impossível alterar registros sem que todos percebam.
Existem diferentes tipos de blockchain.
Públicas, abertas a qualquer usuário.
Privadas, controladas por uma entidade.
E permissionadas, que combinam descentralização com regras de acesso específicas.
Mesmo em blockchains públicas, mecanismos como criptografia e assinaturas digitais permitem controlar quem pode escrever ou validar transações.
Já blockchains privadas ou permissionadas permitem definir exatamente quem pode ler, escrever ou validar dados, aplicando políticas de acesso precisas.
A descentralização da blockchain significa apenas que não há uma autoridade central controlando a rede, mas não impede a aplicação de políticas de acesso e controle.
Existem diferentes tipos de blockchain.
Nas públicas, qualquer usuário pode participar e visualizar transações, mas mecanismos de criptografia e assinaturas digitais controlam quem pode escrever ou validar dados.
Nas privadas ou permissionadas, é possível definir exatamente quem pode ler, escrever ou validar informações.
Mesmo em redes descentralizadas, é possível modular permissões e aplicar regras de acesso, distribuindo a governança entre múltiplos participantes sem abrir mão do controle sobre os dados.
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