Com relação à crise epiléptica na infância, julgue o próximo...
Com relação à crise epiléptica na infância, julgue o próximo item.
Crises de perda de fôlego são exemplos de crise epiléptica
parcial simples.
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Tema central da questão:
Esta questão aborda a diferença entre crises de perda de fôlego (ou crises de apneia reflexa) e crises epilépticas parciais simples na infância. É fundamental reconhecer, para fins de diagnóstico e conduta, as características que distinguem ambos eventos.
Resposta correta: Errado (E)
Justificativa clínica:
Crises de perda de fôlego são episódios benignos, comuns em crianças de 6 meses a 6 anos, desencadeados por emoção intensa, raiva, frustração ou dor. Ocorre apneia reflexa, palidez ou cianose, podendo haver perda breve da consciência. Não são de origem epiléptica! Apresentam ausência de descargas elétricas anormais no cérebro e não alteram o EEG.
Crises epilépticas parciais simples envolvem atividade elétrica anormal, focal, no cérebro. Ocorrem sintomas motores, sensitivos ou autonômicos sem comprometimento da consciência. No EEG, identificam-se descargas focais. Exigem investigação para epilepsia.
Análise crítica das alternativas:
Alternativa “C” (Certo) – INCORRETA:
Crises de perda de fôlego não são manifestações epilépticas, não exigem tratamento antiepiléptico e diferem na fisiopatologia.
Alternativa “E” (Errado) – CORRETA:
Reconhece que são eventos reflexos não epilépticos, como confirmado por diretrizes (Manual de Condutas do Ministério da Saúde, p. 144), que orientam: “Crises convulsivas diferem de episódios paroxísticos não epilépticos, como ataques de perder o fôlego.”
Pontos-chave e pegadinhas:
• Confundações são comuns pela manifestação abrupta em ambas.
• O termo “crise” pode induzir ao erro, pois não indica necessariamente epilepsia.
• Sintomas autonômicos também podem ocorrer nas crises parciais simples, mas sempre há uma origem cortical elétrica demonstrável.
Segundo o MSD Manual e diretrizes nacionais: “As crises de perda de fôlego não são causadas por atividade epiléptica e não predispõem a epilepsia.”
Resumo: Diferenciar episódios paroxísticos epilépticos dos não epilépticos é essencial na prática clínica e em concursos, para não indicar tratamentos desnecessários nem rotular de forma equivocada.
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