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Q3406487 Português
8 de março: a força e os desafios das mulheres no mercado de trabalho

  No Dia Internacional da Mulher, é essencial refletirmos sobre a força, a resiliência e a contribuição das mulheres em todos os setores da sociedade, especialmente no mercado de trabalho. Ao longo da história, as mulheres enfrentaram e superaram inúmeros desafios, buscando constantemente a igualdade de oportunidades e direitos. A trajetória das mulheres no mundo do trabalho é marcada por lutas incansáveis por reconhecimento, respeito e autonomia, e, mesmo diante de tantas adversidades, elas não perdem sua essência.

  As mulheres que atuam no mercado de trabalho, não raro, enfrentam uma dupla ou até tripla jornada, sendo que a responsabilidade não se limita apenas ao desempenho profissional, mas também aos cuidados com a casa, apoio e atenção familiar e, muitas vezes, a dedicação à maternidade. Elas se dividem entre as funções que exigem empenho, tempo e abnegação. A carga de trabalho acumulada, somada ao peso das responsabilidades familiares, gera um desgaste físico e emocional que, infelizmente, ainda é invisível para grande parte da sociedade. No entanto, essas mulheres, com garra e perseverança, seguem firmes em sua jornada, sem perder sua essência e capacidade de transformação.

  A legislação trabalhista tem sido uma aliada importante nessa luta pela equidade, proporcionando instrumentos legais que garantem a igualdade de direitos e a proteção das mulheres no mercado de trabalho. O avanço de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade de gênero, como a licença-maternidade, a ampliação do acesso a creches, a proteção contra a violência doméstica no ambiente de trabalho e a igualdade salarial, são alguns exemplos de melhorias significativas. Tais medidas têm possibilitado que as mulheres se envolvam cada vez mais nas esferas profissionais, sem que precisem renunciar a suas responsabilidades familiares.

  Entretanto, é importante reconhecer que ainda existem desafios a serem enfrentados, como a persistente desigualdade salarial, o preconceito e a sub-representação das mulheres em cargos de liderança. A busca por uma verdadeira igualdade de oportunidades e direitos no mercado de trabalho continua sendo uma tarefa inacabada.

  Neste 8 de março, celebramos as conquistas das mulheres, mas também renovamos o compromisso de promover um ambiente de trabalho cada vez mais inclusivo, onde o talento, a competência e a dedicação das mulheres sejam reconhecidos e valorizados de forma plena. A luta pela igualdade não é apenas uma causa feminina, mas uma causa de toda a sociedade, pois só com a inclusão plena das mulheres no mercado de trabalho será possível construir um futuro mais justo, equilibrado e próspero para todos.

(Marília Meorim Ferreira de Lucca e Castro. Em: 08 de março de 2025.)
Em “A trajetória das mulheres no mundo do trabalho é marcada por lutas incansáveis por reconhecimento, respeito e autonomia, e, mesmo diante de tantas adversidades, [...]” (1º§), a escolha da voz verbal empregada no trecho destacado demonstra:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central da questão: Sintaxe das vozes verbais, com foco na voz passiva analítica e em sua função comunicativa no texto.

O trecho analisado – “A trajetória das mulheres no mundo do trabalho é marcada por lutas incansáveis por reconhecimento, respeito e autonomia...” – traz o verbo “é marcada” construindo uma voz passiva analítica (verbo “ser” + particípio). Segundo as gramáticas de referência, como Moderna Gramática Portuguesa, de Evanildo Bechara, e Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Cunha & Cintra, a voz passiva tem como objetivo destacar o sujeito paciente — quem recebe a ação — e não seu agente (quem pratica a ação).

O agente da passiva é o termo que, na voz passiva, seria introduzido por “por”, mas, neste caso, está omitido. Isso não ocorre por descuido, mas sim porque a intenção do texto é não destacar quem marca a trajetória, e sim a trajetória em si e as circunstâncias que a caracterizam. Assim, o foco recai no sujeito paciente (“a trajetória das mulheres”) e na ação sofrida.

Analisando as alternativas:

A) Omissão intencional do agente da ação verbal.
A omissão acontece, mas a alternativa não esclarece o sentido do “porquê” dessa omissão no contexto comunicativo, tornando-se atrapalhada.

B) Destaque ao agente da ação verbal “mulheres”.
Incorreta, pois “mulheres” integra o sujeito paciente; não é agente.

C) Contexto enunciativo cuja intenção não é conferir destaque ao agente da ação verbal. (Gabarito correto)
Exatamente a intenção do autor: o foco está na trajetória e na ação, não no agente. O uso da passiva evidencia o paciente e omite o agente para não lhe conferir destaque.

D) Estreita relação com o discurso de igualdade ao destacar, sintaticamente, o complemento verbal “lutas incansáveis”.
Equivocada. O destaque se dá ao sujeito paciente, não ao complemento do verbo.

Resumo para sua prova: Ao identificar voz passiva analítica com agente omitido, observe se o foco da frase está em quem sofre a ação. Se não há destaque ao agente, a intenção é evidenciar o sujeito paciente e sua experiência, conforme ensinam Bechara e Cunha & Cintra.

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Comentários

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gab - c de chutei

na minha humilde opinião, essa foi a mais difícil dessa prova.

essa banca não sabe fazer uma prova equilibrada, sempre tem uma questão mega, super, hard e difícil igual a essa.

é como se o examinador falasse: ninguém vai gabaritar essa merd4 hoje.

◑﹏◐

Gabarito: C (???)

“A trajetória das mulheres no mundo do trabalho é marcada por lutas incansáveis por reconhecimento, respeito e autonomia, (...)"

A voz passiva é frequentemente usada quando o foco não está em quem pratica a ação, mas sim em quem sofre a ação ou no resultado da ação. (Gabarito: C)

O verbo "é marcada" está na voz passiva analítica, o que significa que o foco da ação recai sobre o sujeito paciente, neste caso, "a trajetória das mulheres no mundo do trabalho".

Isso implica que o agente da ação não está sendo enfatizado ou sequer mencionado diretamente, pois há uma omissão intencional do agente da passiva. (Gabarito: poderia ser A)

Voz passiva e foco da frase

Frase:

> “A trajetória das mulheres no mundo do trabalho é marcada por lutas incansáveis [...]”

Tipo de voz verbal:

→ Passiva analítica (verbo “ser” + particípio → "é marcada")

Sujeito paciente:

→ A trajetória das mulheres (sofre a ação)

Agente da ação:

→ Lutas incansáveis (quem marca a trajetória)

Intenção da frase:

→ Tirar o foco de quem age e dar destaque ao que acontece com a trajetória.

O que isso demonstra?

→ A frase não quer destacar o agente da ação verbal, e sim o efeito da ação — ou seja, a trajetória marcada.

---

✅ Alternativa correta: C

> “Contexto enunciativo cuja intenção não é conferir destaque ao agente da ação verbal.”

---

vejam:

Eduardo comprou o carro. - voz ativa

O carro foi comprado por Eduardo. - voz passiva

O carro foi comprado. - voz passiva

Na voz passiva não se dá destaque ao agente da passiva! até pq ele pode ser omitido da oração.

gab. C

A alternativa correta é a C.

Análise da Voz Verbal:

  1. Identificação da Voz: O trecho "é marcada por lutas incansáveis" está na Voz Passiva Analítica.
  • Sujeito Paciente: "A trajetória das mulheres no mundo do trabalho" (sofre a ação de ser marcada).
  • Locução Verbal Passiva: "é marcada" (verbo ser + particípio).
  • Agente da Passiva: "por lutas incansáveis" (pratica a ação de marcar).
  1. Função da Voz Passiva vs. Ativa:
  • Voz Ativa (equivalente): "Lutas incansáveis marcam a trajetória das mulheres..."
  • Voz Passiva (original): "A trajetória das mulheres... é marcada por lutas incansáveis..."
  1. Análise da Intenção: Ao optar pela voz passiva, o autor coloca "A trajetória das mulheres" como o sujeito e, portanto, o foco principal da oração. O agente da ação ("lutas incansáveis") é movido para o final da oração (o "agente da passiva").
  2. Avaliação das Alternativas:
  • A (Omissão do agente): Incorreto. O agente está presente ("por lutas incansáveis").
  • B (Destaque ao agente "mulheres"): Incorreto. "Mulheres" não é o agente da ação "marcar"; "lutas incansáveis" é o agente. "Mulheres" faz parte do sujeito paciente.
  • C (Intenção não é destacar o agente): Correto. A escolha da voz passiva joga o foco sintático no sujeito paciente ("A trajetória..."). Se a intenção fosse destacar o agente ("lutas incansáveis"), a voz ativa ("Lutas incansáveis marcam...") seria a escolha mais direta.
  • D (Destacar o complemento "lutas"): Incorreto. "Lutas incansáveis" não é um complemento verbal (objeto), mas sim o agente da passiva. Além disso, a voz passiva destaca o sujeito paciente, e não o agente.

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