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8 de março: a força e os desafios das mulheres no mercado de trabalho

  No Dia Internacional da Mulher, é essencial refletirmos sobre a força, a resiliência e a contribuição das mulheres em todos os setores da sociedade, especialmente no mercado de trabalho. Ao longo da história, as mulheres enfrentaram e superaram inúmeros desafios, buscando constantemente a igualdade de oportunidades e direitos. A trajetória das mulheres no mundo do trabalho é marcada por lutas incansáveis por reconhecimento, respeito e autonomia, e, mesmo diante de tantas adversidades, elas não perdem sua essência.

  As mulheres que atuam no mercado de trabalho, não raro, enfrentam uma dupla ou até tripla jornada, sendo que a responsabilidade não se limita apenas ao desempenho profissional, mas também aos cuidados com a casa, apoio e atenção familiar e, muitas vezes, a dedicação à maternidade. Elas se dividem entre as funções que exigem empenho, tempo e abnegação. A carga de trabalho acumulada, somada ao peso das responsabilidades familiares, gera um desgaste físico e emocional que, infelizmente, ainda é invisível para grande parte da sociedade. No entanto, essas mulheres, com garra e perseverança, seguem firmes em sua jornada, sem perder sua essência e capacidade de transformação.

  A legislação trabalhista tem sido uma aliada importante nessa luta pela equidade, proporcionando instrumentos legais que garantem a igualdade de direitos e a proteção das mulheres no mercado de trabalho. O avanço de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade de gênero, como a licença-maternidade, a ampliação do acesso a creches, a proteção contra a violência doméstica no ambiente de trabalho e a igualdade salarial, são alguns exemplos de melhorias significativas. Tais medidas têm possibilitado que as mulheres se envolvam cada vez mais nas esferas profissionais, sem que precisem renunciar a suas responsabilidades familiares.

  Entretanto, é importante reconhecer que ainda existem desafios a serem enfrentados, como a persistente desigualdade salarial, o preconceito e a sub-representação das mulheres em cargos de liderança. A busca por uma verdadeira igualdade de oportunidades e direitos no mercado de trabalho continua sendo uma tarefa inacabada.

  Neste 8 de março, celebramos as conquistas das mulheres, mas também renovamos o compromisso de promover um ambiente de trabalho cada vez mais inclusivo, onde o talento, a competência e a dedicação das mulheres sejam reconhecidos e valorizados de forma plena. A luta pela igualdade não é apenas uma causa feminina, mas uma causa de toda a sociedade, pois só com a inclusão plena das mulheres no mercado de trabalho será possível construir um futuro mais justo, equilibrado e próspero para todos.

(Marília Meorim Ferreira de Lucca e Castro. Em: 08 de março de 2025.)
“Entretanto, é importante reconhecer que ainda existem desafios a serem enfrentados, como a persistente desigualdade salarial, o preconceito e a sub-representação das mulheres em cargos de liderança. A busca por uma verdadeira igualdade de oportunidades e direitos no mercado de trabalho continua sendo uma tarefa inacabada.” (4º§). Assinale, a seguir, a afirmativa cuja estruturação está de acordo com a norma padrão da língua e cujo significado está de acordo com as informações e ideias expressas no parágrafo destacado. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Esta questão exige interpretação de texto, com foco em coesão, coerência textual e conformidade gramatical segundo a norma padrão. O candidato deve identificar qual alternativa traduz corretamente as ideias do trecho destacado do texto e está em acordo com as regras gramaticais.

Justificativa da alternativa correta — D:
A alternativa D apresenta estrutura gramatical adequada, utiliza conectivos corretamente (“dentre”, “que requerem”, “por uma igualdade”) e reflete fielmente o conteúdo do texto original, ao mencionar a existência de desafios (“questões econômicas e políticas”) e a necessidade de continuidade do enfrentamento para alcançar igualdade de oportunidades. Isso está em perfeita sintonia com o trecho que aponta que a busca por igualdade ainda é tarefa inacabada e exige movimentação constante.

Análise das alternativas incorretas:

A) Erro gramatical: Uso errado de “daqui há dez anos”. Pela norma-padrão, emprega-se “daqui a dez anos”. (Cunha & Cintra, “Nova Gramática”, p. 458: “Com indicações de tempo futuro, o correto é usar a preposição ‘a’ e não o verbo ‘haver’.”)

B) Contradição semântica: Afirma que a desigualdade já não existe, contrariando o texto, que destaca a persistência da desigualdade salarial e da sub-representação feminina.

C) Falta de coesão e clareza: A construção é ambígua e mal pontuada; o trecho “em outros setores, a luta deve ser contínua” está desvinculado do contexto e não traduz o sentido do texto, que enfatiza que a luta por igualdade é ainda geral no mercado de trabalho.

Como resolver este tipo de questão?
Preste atenção especial aos conectivos (“entretanto”, “como”, “dentre”), às relações lógicas (oposição, consequência, condição) e a termos de tempo. Além disso, verifique se as alternativas realmente mantêm o sentido do texto ou se trazem informações conflitantes ou desconexas.

Dica do especialista para concursos: Sempre que o enunciado exigir respeito aos sentidos originais, leia novamente o trecho e as alternativas, procurando por negações, generalizações infundadas ou desvios da norma culta (como o uso impróprio de preposições em indicações temporais).

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Comentários

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gab - d

a → daqui /a dez anos

b → sei lá, acho que se comparar com o texto essa "b" gera uma contrariedade.

c → erro de pontuação e precisa ser reescrita → [...] quando o assunto é uma equiparação justa e salarial para homens e mulheres, mas, em outros setores, a luta deve ser contínua.

assim também poderia estar certo. → [...] quando o assunto é uma equiparação justa e salarial para homens e mulheres. Em outros setores, a luta deve ser contínua.

d → aqui está de boa.

questão dada

A alternativa D está adequada à norma padrão e mantém a coerência semântica com o trecho original.

O parágrafo afirma que a busca pela igualdade de oportunidades e direitos é uma tarefa inacabada, indicando que ainda há desafios estruturais (como desigualdade salarial, preconceito e sub-representação feminina). A opção D, ao mencionar “questões econômicas e políticas que requerem a continuidade de um movimento de enfrentamento e combate a impedimentos por uma igualdade de oportunidades”, reflete fielmente essa ideia de persistência na luta por equidade e necessidade de continuidade de ações.

Alternativa A - Erro gramatical: o uso de “daqui há dez anos” está incorreto; o correto seria “daqui a dez anos” (sem h). Erro semântico: a alternativa projeta um cenário futuro (“daqui a dez anos”), o que não é mencionado no texto original, que fala do presente e da continuidade da luta.

 Inadequada quanto à norma padrão e ao sentido do texto.

Alternativa B - Problema de coerência: afirma que a desigualdade “não mais é uma realidade”, ou seja, nega a persistência da desigualdade, o que contraria diretamente o trecho-base, que diz que ela ainda existe. Erro de interpretação do texto.

Alternativa C - Erro de estruturação:problema de pontuação e paralelismo — faltaria um ponto ou conjunção adequada para ligar as orações (“... têm avançado...; em outros setores, a luta deve ser contínua.”). Além disso, a ideia é imprecisa, pois o texto fala de desafios persistentes, não de avanços consolidados. Inadequada quanto à norma e ao sentido.

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