Na leucemia linfoblástica aguda, é(são) considerado(s) fato...

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Q3125679 Medicina
Na leucemia linfoblástica aguda, é(são) considerado(s) fator(es) de bom prognóstico
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Tema central: Prognóstico na Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) é fortemente determinado por anomalias genéticas. Algumas citogenéticas definem baixo risco, outras indicam alto risco, guiando intensidade do tratamento.

Alternativa correta: A – hiperdiploidia alta.

Justificativa: Hiperdiploidia alta (≈51–65 cromossomos), típica da LLA B pediátrica, associa-se a excelente resposta à quimioterapia (maior sensibilidade a metotrexato e asparaginase) e menores taxas de MRD (do inglês, doença residual mínima) após indução, traduzindo-se em sobrevida superior. É um dos marcadores clássicos de bom prognóstico junto com ETV6::RUNX1. Referências: WHO 5ª ed. 2022; Harrison’s; UpToDate (Risk stratification in ALL).

Análise das alternativas incorretas

  • B – BCR::ABL1 (Ph+): marcador de alto risco. Antes dos TKI, prognóstico muito desfavorável; com imatinibe/dasatinibe + quimioterapia, os resultados melhoraram, mas permanece categoria de risco elevado em muitos protocolos (COG/BFM), exigindo terapia dirigida e monitorização estreita de MRD.
  • C – KMT2A-driven (MLL rearranjos): tipicamente adverso, especialmente em lactentes. Curso agressivo, alta leucocitose e recaída precoce. Frequentemente exige esquemas intensivos e, em casos selecionados, considerar TCTH baseado em risco/MRD.
  • D – IGH::IL3 [t(5;14)]: rara LLA B com eosinofilia por superexpressão de IL-3; associada a complicações tromboembólicas e pior prognóstico. Não é marcador de bom risco.
  • E – Rearranjos MYC, BCL2 e/ou BCL6: caracterizam “double/triple hit” de linfomas B agressivos (ex.: HGBL) e, quando em apresentação leucêmica (p. ex., Burkitt), indicam biologia muito agressiva, não bom prognóstico na LLA.

Estratégia para a prova

  • Memorize “bons” na LLA B pediátrica: hiperdiploidia alta e ETV6::RUNX1; “maus”: BCR::ABL1, KMT2A-rearranjos, hipodiploidia, iAMP21.
  • Pegadinha: não confunda hiperdiploidia (boa) com hipodiploidia (ruim). “Trissomias 4, 10, 17” também sugerem bom risco.
  • Integre citogenética com MRD para estratificação final, conforme protocolos COG/BFM/IBFM.

Fontes essenciais: WHO Classification of Tumors of Hematolymphoid Tissues (5th ed., 2022); Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate – Prognostic factors and risk stratification in ALL; protocolos COG/BFM.

Resposta: Alternativa A.

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