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Q3125674 Medicina
Os pacientes com eosinofilia e fusão FIP1L1‑PDGRFα apresentam altas taxas de resposta clínica, hematológica e molecular e boa tolerância ao tratamento com
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Tema central: A questão aborda o tratamento da eosinofilia associada à fusão FIP1L1-PDGFRA, um subtipo raro de síndrome hipereosinofílica com importante implicação terapêutica.

Explicação didática: Pacientes com essa fusão gênica desenvolvem uma tirosinoquinase constitutivamente ativa, levando à proliferação descontrolada de eosinófilos. A identificação da FIP1L1-PDGFRA tem impacto direto no tratamento, já que essas células se tornam altamente sensíveis a inibidores de tirosinoquinase, notadamente o imatinibe.

Justificativa da alternativa correta (A):
Segundo o Protocolo de Tratamento da Síndrome Hipereosinofílica com Mesilato de Imatinibe, “o rearranjo FIP1L1-PDGFRA codifica uma proteína com atividade constitutiva da tirosinoquinase e é altamente suscetível à ação de inibidores desta enzima, tal como o mesilato de imatinibe”. Ou seja, o imatinibe é a droga de escolha — proporcionando elevadíssimas taxas de resposta clínica e molecular, mesmo em baixas doses, além de ser bem tolerado.

Crítica das alternativas incorretas:

  • Eculizumabe: anticorpo monoclonal contra C5 do complemento, indicado para hemoglobinúria paroxística noturna e outras doenças complementares. Não atua sobre tirosinoquinases.
  • Brentuximabe: anticorpo anti-CD30 relevante em linfoma de Hodgkin e linfomas CD30+, sem ação sobre eosinofilia ou FIP1L1-PDGFRA.
  • Nivolumabe: anti-PD1, imunoterapia para cânceres sólidos e alguns linfomas, não eficaz para síndromes hipereosinofílicas.
  • Alentuzumabe: anti-CD52, utilizado em leucemia linfocítica crônica e esclerose múltipla, sem indicação para eosinofilias com a fusão citada.

Estratégia de prova: Atenção à identificação do mecanismo molecular específico! Termos como “fusão FIP1L1-PDGFRA” devem imediatamente remeter ao uso de inibidores de tirosinoquinase. É comum encontrar pegadinhas com imunobiológicos de amplo espectro ou direcionados a outras hematopatias.

Referências: Além do protocolo do MS, obras como Harrison’s Principles of Internal Medicine e bancos de dados como UpToDate reforçam a evidência do uso do imatinibe nesse cenário.

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