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Q3125672 Medicina
O tratamento recomendado para pacientes com deleção 5q e mielodisplasia de risco baixo ou intermediário é o(a) 
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Tema central: manejo terapêutico da mielodisplasia (SMD) de baixo/intermediário risco com deleção do 5q. Nessa entidade, há uma sensibilidade marcante à lenalidomida, com altas taxas de independência transfusional.

Alternativa correta: B – lenalidomida.

Justificativa clínica: Em SMD de baixo/intermediário risco com del(5q), a lenalidomida é o tratamento de escolha para anemia transfusional, promovendo independência transfusional em ~60–75% e resposta citogenética em ~45–50%. Mecanismo: droga imunomoduladora que, via cereblon, promove degradação de CK1α (CSNK1A1) — gene no 5q — induzindo apoptose seletiva do clone del(5q) e melhorando a eritropoiese. Diretrizes NCCN e ESMO recomendam lenalidomida como primeira linha neste cenário; o Harrison’s e o UpToDate corroboram. Doses usuais: 10 mg/dia por 21/28 dias (ou 5 mg contínuo), com monitorização para neutropenia/trombocitopenia nas primeiras semanas.

Estratégia de prova: capturar as palavras-chave “deleção 5q” + “baixo/intermediário risco” → pense rapidamente em lenalidomida. Evite confundir com esquemas de alto risco (hipometilantes ± venetoclax).

Análise das alternativas incorretas:

  • A – venetoclax: BCL-2 inibidor usado em LMA de idosos (com azacitidina/decitabina) e estudado em SMD de alto risco. Não é padrão para SMD del(5q) de baixo/intermediário risco. Diretrizes não recomendam como primeira linha nesse cenário.
  • C – decitabina: Hipometilante indicado sobretudo em SMD de alto risco ou refratária/falha terapêutica. Em del(5q) baixo risco, perde-se a oportunidade do agente mais efetivo (lenalidomida) como terapia inicial.
  • D – acalabrutinibe: Inibidor de BTK para CLL/linfomas; sem papel no tratamento de SMD del(5q).
  • E – bosutinibe: Inibidor de tirosina quinase para LMC; não indicado em SMD.

Conduta prática (resumo): avaliar sintomas e dependência transfusional; confirmar risco (IPSS-R/IPSS-M) e cariótipo (idealmente del(5q) isolada); considerar mutação TP53 (pior prognóstico e menor resposta). Iniciar lenalidomida e monitorizar hemogramas; resposta costuma ocorrer em 8–16 semanas. Em falha ou progressão: hipometilantes ou outras estratégias; transplante é reservado a progressão/alto risco.

Referências: NCCN Guidelines Myelodysplastic Syndromes (2024–2025); ESMO Clinical Practice Guidelines for MDS (2023); UpToDate – Treatment of lower-risk MDS with del(5q); Harrison’s Principles of Internal Medicine, capítulos de SMD; List et al., NEJM 2006 (lenalidomide in del(5q) MDS).

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