Em 31/12/2025, uma sociedade empresária reconheceu juros so...

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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Prova: FGV - 2026 - TJ-SC - Analista Contábil-Econômico |
Q4150819 Contabilidade Geral
Em 31/12/2025, uma sociedade empresária reconheceu juros sobre o capital próprio no montante de R$ 30.000.

De acordo com o entendimento adotado pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os juros sobre capital próprio devem ser contabilmente reconhecidos como da(o)
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De acordo com as normas emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (especificamente pelo CPC 39Instrumentos Financeiros: Apresentação), os juros sobre capital próprio (JCP) devem ser reconhecidos contabilmente diretamente no Patrimônio Líquido (PL), como uma dedução da conta de lucros acumulados (ou reservas de lucros).

Há uma distinção muito importante sobre esse tema na contabilidade brasileira:

  • Aspecto Societário / Contábil (CPC): O JCP possui natureza de distribuição de resultado (assim como os dividendos). Portanto, ele não deve transitar pela Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) como despesa. Ele debita o PL (lucros/reservas) e credita o Passivo Circulante (JCP a Pagar).
  • Aspecto Fiscal: Para fins de apuração de impostos (IRPJ e CSLL), a legislação fiscal brasileira permite que o JCP seja deduzido como uma despesa financeira.

Fonte: Gemini

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 A alternativa correta é a E) dividendo obrigatório, considerando o entendimento do CPC.

O CPC 26 (R1), alinhado à IAS 1, determina que os juros sobre capital próprio (JCP) sejam tratados como distribuição aos proprietários, e não como despesa financeira.

O próprio CPC afirma que, para fins de apresentação das demonstrações contábeis, o JCP deve receber o mesmo tratamento contábil dos dividendos, ainda que a legislação tributária lhe dê tratamento distinto.

Assim:

  • A) Reserva de lucros ❌ Errado. O JCP não constitui reserva.
  • B) Reserva de capital ❌ Errado.
  • C) Despesa financeira ❌ Errado. Esse era o entendimento antigo, anterior à convergência às IFRS.
  • D) Receita financeira ❌ Errado.
  • E) Dividendo obrigatórioCorreto, pois o CPC determina que o JCP seja apresentado contabilmente da mesma forma que os dividendos (distribuição aos proprietários). Nas provas da FGV, essa alternativa costuma representar esse tratamento.

Você observou corretamente que JCP não é, juridicamente, um dividendo obrigatório.

A distinção é:

  • Juridicamente (Lei das S.A.):JCP ≠ dividendo obrigatório.
  • O JCP pode ser imputado ao dividendo obrigatório.
  • Contabilmente (CPC):O JCP é tratado como dividendo, isto é, como uma distribuição aos proprietários, reduzindo o patrimônio líquido.

A FGV aproveita essa redação para verificar se o candidato conhece o tratamento contábil dado pelo CPC, e não a natureza jurídica do instituto.

Gabarito: E – dividendo obrigatório.

De acordo com o entendimento do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os Juros sobre o Capital Próprio (JCP) não devem ser reconhecidos como despesa financeira na contabilidade da empresa.

Embora a legislação fiscal permita que os JCP sejam tratados como despesa dedutível para fins de IRPJ e CSLL, contabilmente eles representam uma forma de remuneração aos sócios/acionistas, ou seja, uma distribuição de lucros.

Portanto, devem ser reconhecidos no Patrimônio Líquido, como uma destinação do resultado, semelhante aos dividendos.

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