Quanto ao tratamento da leucemia mieloide crônica, é corret...
Gabarito comentado
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Tema central: O tratamento da leucemia mieloide crônica (LMC) com inibidores de tirosina quinase (ITK) e suas complicações específicas.
Compreender as opções terapêuticas, objetivos do tratamento e possíveis efeitos adversos é fundamental para interpretar corretamente questões de concursos e aplicar o conhecimento médico na prática de Residência.
Justificativa da alternativa correta (B):
O dasatinibe, ITK de segunda geração, traz riscos potencialmente graves, embora incomuns, como derrame pleural e hipertensão pulmonar, geralmente após meses ou anos de uso. De acordo com a literatura: “Esses riscos podem surgir após meses ou anos” (Hematology, Transfusion and Cell Therapy). Segundo o Ministério da Saúde, ITKs são “extremamente eficazes”, mas exigem acompanhamento sistemático diante desses potenciais efeitos. Os exames de seguimento, incluindo radiografia e avaliação clínica regular, são recomendados para diagnóstico precoce dessas complicações.
Dica de prova: Questões geralmente exploram efeitos adversos específicos dos fármacos; memorize as principais complicações de cada ITK.
Análise das alternativas incorretas:
A) Errada. Os percentuais de resposta molecular 4.5 (RM4.5) apresentados não refletem os achados reais: a RM4.5 não ocorre em 20% em 2-3 meses nem sobe para 40% em 1 ano. A resposta molecular profunda (MRD) normalmente ocorre após vários meses a anos, em menor frequência.
Referência: Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed.
C) Errada. Estudos mostram que, ao reiniciar a terapia, a maioria dos pacientes retorna à remissão molecular – não existe impedimento ao resgate terapêutico. (UpToDate, “Treatment-free remission in CML”).
D) Errada. O objetivo primário é resposta molecular profunda (BCR-ABL ≤0,01%), não apenas importante (MMR; ≤0,1%). MMR ainda equivale a risco residual de progressão.
E) Errada. BCR-ABL atípico não é critério para tentativa de remissão livre de terapia; há recomendações restritivas nestes casos, pois a monitoração da doença residual mínima fica comprometida.
Pontos-chave de interpretação:
Atente-se a dados epidemiológicos realistas, termos como “nunca” e “sempre” que podem sinalizar erros, e efeitos adversos característicos de cada fármaco, que costumam ser foco de questões.
Segundo a Portaria Conjunta nº 4/2021 – MS: “Imatinibe, nilotinibe, dasatinibe, bosutinibe e ponatinibe são a escolha inicial de tratamento para LMC”. (p.6)
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